O último fim de semana de agosto é Natal em Zlin. O Barum Czech Rally, considerado pelos ‘media’ especializados o melhor evento do ERC em 2017, toma a cidade de assalto e os sempre mais de 140.000 espetadores pagantes trazem ainda maior colorido a uma prova com uma lista de inscritos bastante extensa e na qual se encontram os melhores carros, pilotos e equipas que participam em ralis a este nível.
Com belas modelos a escoltar as viaturas, a cerimónia de partida é o prenúncio duma festa única a que ninguém fica indiferente. A prova checa continua a ver aumentar o seu rol de fãs também apoiado numa organização muito competente e dinâmica, sempre a trazer novo e melhor a um rali a que habitualmente é difícil apontar defeitos. Mas o “Barum” vive sobretudo das estradas que dão corpo a classificativas com nomes míticos como Pindula, Trojak, Majak ou Semetin entre muitas outras com configurações que também mudam ano após ano.
Outrora conhecido por “asfalto checo, o piso dos troços cronometrados alterna entre o muito liso e com bom ‘grip’ a réstia de alcatrão misturado com terra e pedras, piso estreito e muito ondulado, zonas de altíssima velocidade entrecortadas por curvas muito traiçoeiras a exigir a máxima concentração e aplicação, por vezes em caminhos quase mais estreitos que os carros de competição. O acerto das viaturas é um verdadeiro quebra-cabeças e muitos são os que recorrem nesta prova à compra ou aluguer de suspensões a preparadores locais.
Todas estas dificuldades tornam este rali muito difícil aos forasteiros e justificam resultados como o de Dani Sordo este ano. O espanhol, considerado um dos melhores do mundo em asfalto, sentiu grandes dificuldades para conseguiu terminar a prova no pódio, a que acedeu por escassos 3 décimos de segundo, com um Hyundai i20 R5 oficial e com todos os meios de que uma equipa de fábrica dispõe. Restou-lhe também a compensação do tempo perdido pelo vencedor com furos para não ficar a mais dum minuto do líder.
João F. Faria









