Miko Marczyk sagrou-se Campeão Europeu de Ralis 2025, sucedendo a compatriotas como Kajetan Kajetanowicz, conquistando o primeiro título ao volante de um Škoda. A consistência e velocidade definiram a sua época, cumprindo um sonho que já aponta para o WRC.
Como te sentes depois de conquistar o título?
“É definitivamente a concretização de um sonho. Tenho trabalhado para isto há vários anos. Em 2018, pilotei pela primeira vez um Škoda Fabia Rally2 e, um ano depois, com 23 anos, tornei-me campeão polaco. Repeti em 2021, embora já nos focássemos mais o Europeu. Em 2021 e 2024 ficamos em terceiro. Este ano chegámos ao topo e isso é fantástico. Assim que o sonho se realizou, comecei a pensar no futuro. Estou mesmo feliz. Tenho de agradecer à nossa equipa e a todos os parceiros que tornaram isto possível.”
Quais são os planos para o futuro?
“Neste momento, não posso nem quero confirmar nada. Tenho 29 anos e acredito que ainda tenho vários anos ao mais alto nível. O título reacendeu a minha motivação. Já trabalhamos no programa do próximo ano. Defender o título é uma opção, mas exploramos também a subida ao WRC. A mudança de regulamentos prevista para 2027 pode criar a oportunidade ideal, mas veremos como evolui. É um grande projeto que depende de muitos fatores e exigiria um esforço imenso da minha parte. Por agora, nada confirmado.”
Que lições tiraste desta época?
“A consistência foi definitivamente o nosso maior trunfo. Cometemos poucos erros. Somos rápidos tanto em asfalto como em terra — não há uma superfície onde sejamos significativamente mais fortes. Em todos os ralis, lutamos por pódios, e isso torna-nos fortes.”
O Fabia RS Rally2 contribui para essa consistência?
“Absolutamente. O carro é fiável e rápido. Funciona bem em várias superfícies e tipos de ralis — não é rápido num e lento noutro. Penso que a Škoda Motorsport melhorou consistentemente com cada geração. Do Fabia Rally2 ao Rally2 evo e agora o RS Rally2, tornou-se um carro de competição cada vez mais versátil.”
Onde procuras melhorar pessoalmente?
“Sempre há espaço para melhorar na afinação do carro e ajustes mais específicos. Quando o carro se ‘sente’ bem, sou rápido — mas quando não, o meu andamento cai mais do que deveria. Sou muito suscetível às afinações do carro”
O que te levou aos ralis?
“Quando era adolescente, era apenas fã de desporto motorizado. Procurava algo em que pudesse ser bom, que me assentasse. Aos quinze, experimentei karting e resultou imediatamente — ninguém precisou explicar-me como conduzir ou encontrar a linha certa; veio naturalmente. Assim começou a jornada. Depois tive de escolher entre corridas de circuito e ralis. O meu coração pendia mais para os ralis, e na Polónia também se provou um caminho mais realista para encontrar parceiros. A partir daí, tudo evoluiu rapidamente.”
Que mensagem darias a jovens talentos?
“Tudo se resume a como compreende e usa o seu potencial. Se tens talento e boa técnica de condução, isso dá vantagem — mas é só uma peça do puzzle. Precisas também de paixão, determinação e, acima de tudo, muito trabalho duro. Tens de conquistar o sucesso. Um jovem piloto de ralis muitas vezes tem de ser o seu próprio manager, lidando com muitas coisas à volta. Isso é crucial, porque o nosso desporto é financeiramente exigente.
Se conseguires gerir esse lado, deves acreditar em ti, mas ser paciente, porque o sucesso nem sempre chega imediatamente.”
Skoda Motorsport











