Após ganhar cinco das nove especiais do Rali Vidreiro/Centro de Portugal, José Pedro Fontes conquistou ao volante de um Porsche, a segunda vitória na prova do CAMG, repetindo o triunfo de 2010.
A vitória do piloto assentou numa condução exemplar mas também na clara mais valia de dispôr de um GT nesta quinta prova do Nacional principalmente na rápida classificativa do Farol. Só aí, no conjunto das três passagens, o Porsche revelou-se mais rápido 33,6s que o Fiesta R5 de Ricardo Moura (perdendo tempo na primeira passagem com chuva), o que faz indiciar que sem essa classificativa, Fontes teria ganho na mesma… mas por escassos 2,7s, num jogo decididamente mais equilibrado e num rali onde sem ‘ses’, a balança terminou a favor de Fontes por 36,3s.
Convém, no entanto, referir que esta análise de números tem sempre um valor relativo já que, se as circunstâncias fossem outras, os dois pilotos poderiam ter forçado mais ou gerido mais o cronómetro, de acordo com as suas necessidades.
Fica a dúvida de como será nos próximos ralis a luta entre o GT e os R5, na certeza porém que o eventual equilíbrio ou desequílibrio tem sempre muito a ver com a especificidade das classficativas por onde se desenrola a prova.







