Com apenas uma equipa oficial, Olivier Quesnel decidiu juntar os dois Sébastiens (Loeb e Ogier) na tentativa de chegar ao título de Construtores e também de proporcionar a um deles o título de Pilotos. Mas será que os dois franceses vão ter o mesmo estatuto dentro da equipa?
Quesnel é bastante pragmático a analisar a situação: “haverá lutas entre os dois, mas são ambos responsáveis e, honestamente, não receio problemas. Estou certo que o Sébastien Loeb (‘Boss Seb’) quer manter o título, mas se tiver problemas mecânicos no carro tudo poderá acontecer. Acho que a experiência de Loeb pode fazer a diferença nos resultados. Mas os nossos pilotos partem, na Suécia, com zero pontos nas respetivas contagens, terão material idêntico à disposição e se um assinar melhores tempos que o outro será apenas porque foi mais rápido. Neste momento, não existe qualquer rivalidade para gerir. O título de ‘Pilotos’ é provavelmente mais valorizado, mas o de ‘Construtores’ tem uma importância considerável para a marca. E ambos os pilotos são inteligentes conscientes dos desafios postos à Citroen”.
De qualquer modo, é bom possível que, lá mais para meio da época, o cenário das ordens de equipa se possa ter que colocar no ‘tabuleiro de xadrez’. Mesmo não tendo sido particularmente adepto de condicionar resultados pela estratégia o ano passado, Quesnel admite “não sei ainda como tudo se irá processar. O que acontecer dependerá do rali em que estivermos pois serão os Comissários Desportivos a decidir o que é ‘liberdade’ e não é. E isso pode variar de Colégio (n.d.r., de Comissários Desportivos) para Colégio. Talvez tínhamos que pedir a um dos nossos pilotos para deixar passar o outro, mas se isso acontecer, significa que a nossa equipa poderá ganhar. Se assim for, então que aconteça porque a primeira preocupação e a prioridade será sempre em função do título de Marcas”.











