A pergunta é pertinente quando cada vez mais se fala da entrada de novos construtores no Campeonato do Mundo de Ralis, nomeadamente da Toyota e Subaru, e no modelo que a FIA está a construir para o futuro do WRC.
Deverá esse modelo ser feito à luz das vontades dos construtores (é sabido que a VW tem tido grande influência e foi mesmo precursora no lançamento de algumas ideias originais para este modelo) ou, pelo contrário, a FIA deverá será regular a disciplina de acordo com a sua visão e vontade, deixando em aberto a possibilidade das marcas aceitarem ou não as regras do jogo?
Olivier Ciesla, o principal responsável pela Promoter GmbH (a empresa promotora do WRC), por exemplo, considera que “não acho que se deva estar sempre a mudar o desporto de acordo com as necessidades específicas dos construtores. Devemos respeitá-los porque são intervenientes importantes neste meio mas também queremos manter o WRC fiel a certas linhas e garantirmos que continua a ser um dos desportos mais extremos do mundo”.
A verdade a melhor solução para o ‘novo mundo’ do WRC talvez esteja na combinação das duas vontades. Se algumas marcas gostariam de ver a disciplina avançar no sentido técnico da introdução de novas tecnologias, como por exemplo, os sistemas híbridos (que ganham, de resto, cada vez mais balanço no mundo da competição), por outro lado, a FIA tem sempre a última palavra decisória sobre que rumo quer dar a curto e médio prazo ao Mundial de Ralis.






