Para o britânico, no caso de ser necessário atribuir culpas quanto ao abandono das duas marcas japonesas do mundial, essa tem de recair na FIA, ao mesmo tempo que adverte que o novo regulamento pró-S2000 não resolve os problemas que as marcas já sentiam antes.
“É um momento de transição muito difícil, à medida que olhamos para as regras de 2010. A instabilidade foi criada pelo próprio campeonato em si – nos últimos anos temos tido diversos debates acerca do modo como os carros deveriam ser, incerteza em relação ao calendário e tantas interrogações que todas as marcas ficaram com razões para saírem”, disse Richards ao site Crash.net.
“Essa é a última e a pior coisa que se pode fazer num campeonato. Têm que haver compromissos com as pessoas; têm que existir regulamentos e calendários definitivos que funcionam em termos de marketing”, acrescentou.
Em relação ao futuro da modalidade, com a introdução dos S2000 como modelos base de 2010 em diante, David Richards considera que essa “não é uma resposta em si”.
“[A resposta] está num lote de assuntos que têm de ser discutidos a partir de um ponto de vista mais comercial”, referiu, criticando as constantes batalhas politicas a que se assistem no WRC.
“O WRC tem sido, há demasiado tempo, uma questão politica. E não há melhor maneira do que o modo como os eventos são escolhidos actualmente. Será que o Bernie Ecclestone escolheria não os melhores GP do mundo ou aqueles que se podem promover a si próprios para ir a locais por razões politicas? Não, claro que não”, considerou.










