Dani Sordo foi um dos pilotos da Hyundai que testou em Portugal, e agora que a prova ruma ao Norte, o espanhol já percebeu que o Rali de Portugal vai ser muito diferente do que está habituado…
Autosport: Quais foram os objetivos destes testes em Viana do Castelo e Fafe?
Dani Sordo: “Optámos por testar nessas duas localizações porque o Rali de Portugal tem troços nessas zonas, mas completamente diferentes ao nível do piso. Há zonas muito duras e outras com um piso muito macio, pelo que as afinações são muito diferentes. Estou contente com o nosso trabalho pois o carro está a funcionar muito bem, temos pequenas evoluções, como por exemplo as patilhas no volante, que já vamos ter no Rali da Argentina e temos também mais dois cavalos no motor, o que também é importante.”
AS: As patilhas no volante são uma grande evolução ou apenas uma forma do piloto estar mais confortável ao volante?
DS: “Em termos de tempo pode ganhar-se um pouco, no fim de um rali, mas onde se nota realmente a diferença é que podemos manter toda a concentração no volante e na estrada, nas curvas não precisamos de tirar as mãos do volante para trocar de caixa, o que é bom, para além de que em termos físicos é bastante menos penalizador. Basicamente, permite ao piloto atacar mais. A equipa tem vindo a melhorar passo a passo e esta é mais uma evolução no sentido certo”
AS: Falaste numa pequena evolução do motor. É nessa área que a equipa tem que trabalhar mais, por ainda estar atrás ou neste momento já estão bem mais perto das prestações das outras equipas?
DS: “O carro tem estado sempre a melhorar desde que viemos para o WRC, e esta evolução do motor é boa mas a equipa está a trabalhar ao mesmo tempo no novo carro. Não somos tão competitivos quanto a VW, de momento, mas estamos ao nível da Ford e Citroen, por isso estamos contentes.”
AS: Normalmente és muito rápido no Rali de Portugal, já cá conseguiste três pódios, porquê achas isso acontece?
DS: “Não sei bem! Não conheço este rali no Norte, mas já percebi que vai ser completamente diferente por causa dos pisos, com em Itália, mas ainda mais escorregadios e complicados. No sul gostava imenso dos troços, e com o passar do tempo ia conhecendo melhor o rali (ndr, Sordo correu no Rali de Portugal a sul bem antes do WRC para lá ir e isso ajudou a conhecer melhor a prova mais rapidamente)…“
AS: Para ti correr no Rali de Portugal é quase como correr em Espanha, tantos são os adeptos que te vão apoiar, o que achas disso?
DS: “É sempre bom correr aqui em Portugal. É diferente de Espanha, mas por ser tão perto, estão cá sempre muitos adeptos espanhóis e eu sinto um grande apoio por causa disso. Mas também por parte dos adeptos portugueses, que sempre me apoiaram muito, e isso é muito bom…”








