Pó intenso marcou o Shakedown do Rali do Algarve
Pedro Almeida e António Costa, ao volante do seu Toyota GR Yaris Rally2, foram os mais rápidos no shakedown do Rali do Algarve, realizado num troço fortemente marcado pela presença de muito pó. A organização implementou intervalos cada vez maiores entre as partidas dos concorrentes; contudo, mesmo com diferenças de sete minutos, alguns pilotos relataram que a pista não estava totalmente limpa. Esta situação resultou numa lista de tempos bastante inconsistente e atípica.
O líder do campeonato, Rúben Rodrigues e Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2), não conseguiu registar um tempo competitivo, ficando a 1 minuto e 36,6 segundos da liderança e optando por não realizar mais passagens.
Resultados do Shakedown
A dupla Pedro Almeida e António Costa (Toyota GR Yaris Rally2) assegurou o melhor tempo, com uma vantagem de 0,9 segundos sobre Armindo Araújo e Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2). Rafael Rêgo e Nuno Mota Ribeiro (Toyota GR Yaris Rally2) registaram o mesmo tempo que Araújo e Ramalho.
Luís Cidade e Jorge Carvalho (Toyota Yaris GR Rally2) alcançaram a quarta posição, 4,6 segundos atrás dos líderes, seguidos por Luís Miguel Rego e José Janela (Skoda Fabia RS Rally2). A dupla austríaca Maximilian Lichtenegger e Bernhard Ettel, a competir com um Renault Clio Rally3, demonstrou um bom ritmo inicial no Algarve, posicionando-se à frente de José Pedro Fontes e Inês Ponte (Lancia Ypsilon Rally2), Ricardo Sousa e Luís Marques (Skoda Fabia RS Rally2), Ernesto Cunha e António Coelho (Skoda Fabia RS Rally2), e Henrique Moniz e Jorge Diniz (Skoda Fabia RS Rally2). Gonçalo Henriques e Gonçalo Cunha (Hyundai I20 Rally2) terminaram em 11º lugar, enquanto João Rodrigues e Bruno Carvalho (Peugeot 208 Rally4) foram os melhores na categoria de 2 Rodas Motrizes.
Perspetivas para a prova
Conforme mencionado, o pó representou um desafio significativo para os concorrentes. Mais tarde, após as 16h00, estão previstos dois troços na zona de Lagos, onde se espera que o vento seja suficiente para atenuar o problema do pó e não comprometer a prova.
Para amanhã, o rali contará com dupla passagem por três troços emblemáticos: Messines, Santana da Serra e São Marcos da Serra. Embora São Marcos da Serra não tenha ligação com o “antigo” Rali de Portugal, Messines e Santana da Serra mantêm essa ligação histórica. Messines, por exemplo, corresponde ao antigo troço de Silves, mas percorrido no sentido inverso. É por esta razão que este rali apresenta troços tão desafiantes e fantásticos; resta agora esperar que o pó não volte a prejudicar a caravana.











