Rúben Rodrigues disputou quase na íntegra o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) em 2025 – faltou apenas ao Rali de Portugal – e concluiu a sua primeira época completa na sétima posição. O ponto alto foi o terceiro lugar no Rali da Água, em Chaves, numa temporada que o piloto da Auto Açoreana Racing classifica como “um ano zero” e “extremamente positivo”.
Em entrevista, Rodrigues sublinhou o êxito de ter pontuado em todas as provas em que participou, valorizando o desempenho da equipa e a fiabilidade do ARC Sport no apoio ao Citroën C3 Rally2: “Entrámos num campeonato novo, com adversários que conhecíamos apenas de nome, mas não em pista. A Auto Açoreana Racing realizou uma excelente temporada. Quero agradecer aos patrocinadores, à equipa e à ARC Sport, que manteve o carro sempre impecável. Foi um ano de aprendizagem – um ‘ano zero’ – e conseguimos um pódio. Recolhemos informações valiosas para o futuro e espero regressar em 2026, com o conhecimento adquirido, para tornar a equipa ainda mais competitiva.”
Desafios nos troços inéditos
Rodrigues confessou as dificuldades encontradas em percursos desconhecidos: “Cada rali tem as suas especificidades: piso, aderência, rapidez. Este, por exemplo, é bem mais difícil do que Chaves. No Vidreiro, arrancamos bem, mas tivemos sempre problemas nos travões – ora numa roda, ora noutra. Não foi uma prova limpa; andámos a ‘sangrar’ travões e a remediar os estragos.”
Aprendizagens e pontos a melhorar
Quanto ao que correu melhor e ao que requer aperfeiçoamento, o piloto explicou: “Corrigimos muito bem as notas das classificativas ao longo do ano, o que nos deu bagagem para enfrentar as secções desconhecidas. Os pontos fracos residiram no facto de termos um carro e um navegador novos. A equipa e nós próprios tivemos de descobrir as melhores afinações – não é chegar e tocar num botão para estar tudo a 100%. Foi um ano de evolução para a equipa e para mim, e esse progresso é motivo de satisfação.”
Melhor momento da temporada
O momento alto, na visão de Rodrigues, foi o pódio em Chaves: “Foi, sem dúvida, o terceiro lugar em Chaves. É um rali extremamente rápido, onde consegui impor o nosso ritmo junto dos melhores e integrar o grupo da frente.” Com estas experiências, o piloto açoriano olha já para 2026 com ambição renovada e a vontade de transformar as lições deste ano em resultados ainda mais sólidos.









