Rui Madeira marca presença no Rally de Lisboa, prova do Campeonato de Portugal de Ralis, ao volante do Hyundai i20 Rally2 da CRN Competition, com Mário Castro como navegador — uma dupla que já havia competido em conjunto em 2023. O piloto enfrenta um pelotão de 17 Rally2 com o objetivo declarado de terminar no top cinco.
O Rally de Lisboa estreia-se este ano no CPR depois de durante três anos ter acolhido a Taça de Portugal de Ralis, numa edição particularmente difícil de organizar devido às fortes intempéries que afetaram a região e obrigaram à reformulação do itinerário em vários municípios. Rui Madeira destaca a classificativa da Tapada de Mafra como o grande barómetro do desempenho da dupla, por combinar ganchos, bom piso, piso escorregadio e zonas muito rápidas. Um dos principais desafios da primeira etapa será a gestão dos pneus ao longo de cinco classificativas consecutivas sem assistência intermédia, com a equipa a trabalhar na melhor configuração do Hyundai para compostos mais duros, adequados ao calor esperado.
Na segunda etapa, a dupla espera beneficiar do conhecimento prévio de parte do percurso, nomeadamente na Power Stage de Almargem do Bispo, que partilha 90 por cento do traçado com o Rally das Camélias.

Rui Madeira, falou sobre o Rally de Lisboa e os desafios da prova:
“O Rally de Lisboa há muito que aguardava pela subida ao Campeonato de Portugal de Ralis, depois de durante três anos ter sido o evento que acolheu a Taça de Portugal de Ralis. Acreditem que foi muito difícil montar este ano a prova, pois depois da enorme tempestade a organização foi obrigada a refazer o itinerário em diversos municípios onde a prova se desenrola.
Vou voltar a fazer dupla com o Mário Castro, depois da prova em 2023. Estamos motivados e as classificativas são desafiantes pela variedade de pisos e por traçados muito rápidos. O primeiro dia começa com a classificativa na Tapada de Mafra que, a meu ver, é a mais completa, pois tem ganchos, bom piso, piso escorregadio e zonas muito rápidas, o que servirá de barómetro para ver como nos situamos na geral.
O facto de serem cinco classificativas sem assistência vai obrigar a saber gerir os pneus e tentar sair para a segunda etapa nos cinco ou seis primeiros. Apenas nos falta ‘acertar’ o Hyundai para os pneus mais duros, pois até à data temos utilizado misturas intermédias, e pensamos que será essa a solução para o calor esperado.
No segundo dia repetimos as classificativas e teremos vantagem na Power Stage de Almargem do Bispo, por ter 90 por cento do percurso igual ao passado Rally das Camélias. Sabemos que o ritmo e as equipas vão estar fortes, mas acreditamos que no final podemos estar no Top Five. Que seja uma prova em que o público venha assistir em força, mas em segurança.”
Mário Castro admitiu que recebeu de bom grado o convite para o regresso ao lado de Rui Madeira:
“Uma vez que o Pedro Meireles não nomeou o Rally de Lisboa para pontuar no CPR, estarei presente ao lado do Rui Madeira no Hyundai i20 Rally2. Recebi o convite do Rui, o qual aceitei com muito agrado. É nosso intuito fazer um bom rali, tentando sempre o nosso melhor, cientes das dificuldades que vamos enfrentar perante uma concorrência forte. Queremos andar perto das melhores equipas do CPR.”










