Na passagem por Ponta do Pargo e Rosário, Miguel Nunes voltou a “repor a ordem” e, com a vitória em ambos os troços cronometrados, dilatou o seu avanço no Rali Vinho da Madeira. Pedro Paixão sentiu dificuldades no motor do seu Skoda Fabia R5, que ficou a trabalhar em três cilindros, e perdeu muito tempo em Rosário. Isso permitiu a ascensão de Alexandre Camacho, agora segundo a quase 20 segundos do líder. Paixão consegue manter um lugar no pódio mas ficou agora à mercê dos pilotos que o seguem na classificação, até porque pode nem sequer sair da assistência, dependendo do que for o problema no motor e se é possível resolver.
Bruno Magalhães, o melhor no CPR, está de volta à quarta posição depois de ter trocado com Pepe Lopez que o tinha ultrapassado na classificativa anterior. Sexto, João Silva perdeu algum tempo com um furo mas ainda detém uma vantagem para José Pedro Fontes, entretido num duelo com Armindo Araújo.
A fechar o top 10 continuam Ricardo Teodósio e Pedro Meireles. Gil Freitas mantém o 11º posto, o melhor entre os RGT, numa fase em que faltam cumprir mais quatro provas especiais, as segunda passagens pelas classificativas disputadas esta manhã.
Miguel Nunes/João Paulo (Skoda Fabia R5 Evo): “Estamos satisfeitos com os nosso desempenho, os meus adversários mais diretos entraram forte esta manhã, nós respondemos na 3ª PE, Santa, pois sabíamos poder dar resposta aí e acho que conseguimos. Ganhámos alguma vantagem, o Pedro Paixão teve problemas e agora temos uma margem mais confortável. Vamos ver como corre até final”, disse.
Pedro Paixão/Luis Rodrigues (Skoda Fabia R5): “Infelizmente a mecânica traiu-nos. O motor, está a trabalhar em três cilindros, se não resolvermos na assistência o caminho é a desistência. Vamos ver”
Alexandre Camacho/Pedro Calado (Citroen C3 R5): “Gostaríamos de estar a ser mais rápidos, mas não está a ser possível. Andámos o melhor que conseguimos e sabemos. Foi pena o Pedro Paixão, estava a fazer um excelente rali”.
João Silva/Victor Calado (Skoda Fabia R5 Evo): “Fizemos uma gestão de pneus complicada o pneu Pirelli é bom de início mas sem gestão, para o fim criou-nos dificuldades”,
José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5): “Hoje conseguimos ter um melhor andamenteo, a nossa ‘guerra’ é com o Armindo, vamos tentar manter estas posições”
Armindo Araújo/Luís Ramalho Skoda Fabia R5 Evo): “Ele (Fontes) está a fazer o seu trabalho, nós o nosso não está fácil, mas vamos tentar até ao fim”










