João Barros terminou no segundo lugar o Rali Vidreiro/Centro de Portugal, um resultado que lhe permite depender apenas de si próprio para chegar ao ambicionado título, mas que por outro lado deixou a certeza que o piloto do Ford Fiesta R5 irá ter um duro caminho pela frente. Até aqui, por uma razão ou outra, ainda não foi capaz de fazer melhor do que a coleção de terceiros lugares que conquistou até agora. No Rali Vidreiro, foi segundo, e por isso tem legítimas aspirações de conseguir algo mais: “Entrei neste ano 2017 com vontade desejo de tentar lutar e ser Campeão Nacional, mas isto logo inconscientemente leva a a que tenhamos que ter outro tipo de preparação, outro tipo de andamento nas provas. Estive a tentar ser mais consistente e mais prudente em todos os ralis que fiz, pois o campeonato é muito longo são sete provas pontuáveis e eu tenho a certeza que quem conseguir ser mais regular vai conseguir ser o campeão. Entrámos mal em Fafe onde tive vários problemas com o carro, de motor, que me impediram logo de entrada de lutar pela vitória, mesmo assim consegui terceiro lugar. Depois, em Castelo Banco andámos bastante bem, tivemos alguns problemas, ficámos sem travões num troço, que ditou o afastamento dos dois primeiros lugares mas andei num bom ritmo, embora não o necessário para acompanhar os dois pilotos da Citroën. Fomos ao Açores onde a meta era acabar, consegui portar-me bem e passar as Sete cidades, que mais parecia o Cabo das Tormentas. Sem grandes floreados, consegui ficar em terceiro, um lugar que tentei segurar e fiquei contente pois isso colocou-me numa boa situação no campeonato. Depois, em Espinho foi um rali sem incidentes, faltou-nos um ‘danoninho’ para conseguir acompanhar o Carlos Vieira e o Zé Pedro. Mas consegui um bom terceiro lugar, conseguindo manter-me na luta pelo título. Ambicionava o primeiro lugar, mas ainda não o consegui. Estamos todos muito perto, está tudo em aberto, ainda por cima agora com a infelicidade que tiveram o Zé Pedro e a Inês, que pode acontecer a qualquer um, nos últimos três anos fui eu que bati nos Açores e condenei os meus campeonatos, e esta ausência abriu mais possibilidades para mim e para outros pilotos lutarem pelo campeonato. O nível este ano está bem mais elevado que o ano passado e isso vê-se bem, por exemplo com os tempos que estamos a fazer nas especiais do Pinhal de Leiria, estamos a baixar bastante os tempos do Zé Pedro o ano passado. Basicamente, estou a fazer um campeonato a olhar para as contas do título, portanto estou a olhar não pelas vitorias em especiais e ralis, mas pelo campeonato e isso está a condicionar um pouco o meu andamento em cada ralis” disse João Barros, que terminou pela primeira vez este ano no lugar intermédio do pódio: “A Marinha Grande sempre foi difícil para mim, vínhamos aqui com expetativa de lutar pela vitoria, mas na primeira etapa, no Farol fiz um pião que me impediu de ficar mais à frente, senão penso que conseguiria arrancar em primeiro no sábado. Depois, nos dois novos troços de sábado foi notória a minha dificuldade e nas partes mais sujas optei por precaver mais um bocadinho. Não consegui vencer, fui segundo, mas acho que foi positivo para o campeonato. Ainda faltam três ralis, onde temos que pontuar o máximo possível, tenho que deitar um resultado fora, por isso penso que estamos os três (ndr, Meireles, Barros e Vieira) a lutar pelo campeonato. Eu sei que dependo só de mim próprio, de qualquer maneira vou dar o máximo para conseguir ser Campeão…”








