Surgiu esta semana uma questão no CPR – Campeonato de Portugal de Ralis, que está a criar polémica e já levou pelo menos uma equipa a retirar a sua inscrição do Rali de Castelo Branco. A FPAK mudou as regras quando ao fornecimento de combustível e alguns pilotos e equipas insurgem-se face à questão. Como resultado disto, o CPR pode sofrer uma ‘debandada’, ou no mínimo, fortes protestos.
Tudo se precipitou na sequência da solicitação da The Racing Factory/Armindo Araújo – devido à chegada de um novo Skoda Fabia RS Rally2, com as especificações de 2025, que não tem mapa para funcionar com algumas gasolinas sintéticas disponíveis – à federação (FPAK) porque o novo carro não estava preparado para utilizar os combustíveis regulamentados até aqui.
Para resolver para já essa questão, a FPAK informou pouco depois as equipas – via e-mail – anunciando uma mudança regulamentar de fornecimento de combustível, passando a obrigar – provisoriamente – um determinado tipo de combustível único, referindo que logo a seguir trabalhariam para reajustar tudo novamente.
Mas essa decisão criou problemas a algumas equipas, que não aceitam algo que alegam nunca ter sucedido, a obrigatoriedade de um fornecedor único no CPR de combustível, utilizando também como argumento o facto de se estar a mudar em cima da hora bem como uma eventual violação de acordos com patrocinadores: foram estabelecidos acordos para a utilização de combustível 100% sintético e o novo combustível regulamentado pela FPAK (neste momento já publicado), não é 100% sintético.
Segundo se sabe, já houve uma equipa a retirar a sua inscrição para o Rali de Castelo Branco, e outras a ponderar fazer o mesmo ou tomar atitudes de protesto. Fontes contactadas pelo AutoSport referem mesmo que vão decidir, com os seus pilotos, as medidas a tomar face à prova de Castelo Branco, e em cima da mesma estão várias hipóteses, desde arrancar com gasolina sintética e arriscar uma eventual exclusão, optando por contestar depois judicialmente.
Mais uma vez fica clara a falta de diálogo e concertação prévia entre as várias entidades, assistimos sempre mais a fortes reações de desagrado face aos temas que vão surgindo na ‘vida’ do CPR, do que soluções de compromisso que afetem globalmente o mínimo possível. É óbvio que o tema é sensível, mas com diálogo, não se teria chegado a este ponto. A única conclusão que se tira daqui para quem assiste de fora é que a relação entre as partes é frágil e conflituosa, revelando falta de mecanismos de mediação e negociação estruturada.










