Pedro Silva: “Não merecíamos este desfecho, mas os ralis são assim“

Por a 22 Abril 2026 08:23

A dupla Pedro Silva e Valter Cardoso concluiu o Rali Terras d’Aboboreira num esforço de superação, após uma avaria na direção assistida do Lancia Ypsilon Rally4 HF. Apesar do contratempo na fase final da prova, a equipa da Vision Motorsport conseguiu assegurar a chegada ao fim, mantendo-se competitiva nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) 2RM.

O Rali Terras d’Aboboreira, conhecido pela sua dureza mecânica, voltou a fazer jus à reputação na derradeira fase da competição. Pedro Silva, embaixador da Beira Baixa e das Terras de Oiro, ocupava a quarta posição entre as Duas Rodas Motrizes à entrada para a Power Stage. Contudo, logo ao segundo quilómetro da especial de 22 km, um problema técnico na direção assistida transformou o final da prova num desafio hercúleo.

O esforço físico na “Power Stage”

O incidente obrigou o piloto a um esforço físico extremo para manter a viatura em estrada num percurso sinuoso e estreito. “Fiquei literalmente sem direção assistida quando ainda faltavam 20 km de muita curva, pedras e zonas estreitas”, explicou Pedro Silva, detalhando que o objetivo inicial de atacar a classificação foi substituído pela mera sobrevivência desportiva.

A equipa chegou a subir algumas barreiras devido à dificuldade de manobrar o Lancia, mas logrou alcançar o final da classificativa. O desgaste foi tal que, no percurso de ligação após o troço cronometrado, foi o navegador Válter Cardoso quem assumiu o volante, uma vez que o piloto já não possuía forças nos braços para conduzir.

Balanço entre a frustração e a resiliência

No final da prova amarantina, Pedro Silva apresentou um balanço ambivalente. Embora satisfeito por ter somado pontos, o piloto lamentou o desfecho após um trabalho intenso de preparação.

“Trabalhámos muito para este rali e para termos um arranque forte do campeonato. Não merecíamos este desfecho, mas os ralis são assim e servirá de aprendizagem; certamente que nos vai tornar mais fortes”, afirmou o piloto. Apesar do infortúnio, a equipa demonstrou ritmo para acompanhar o “comboio da frente” de um CPR que se confirma altamente competitivo nesta temporada.

Próximos desafios: Ponte de Lima e Lisboa

Sem tempo para baixar os braços, a equipa vira agora atenções para uma agenda preenchida. Antes do regresso ao CPR no asfalto do Rali de Lisboa, Pedro Silva deslocar-se-á ao Alto Minho para a segunda ronda do Castrol Portugal Rally Series.

Em Ponte de Lima, acompanhado por Ricardo Moura, o objetivo é defender a liderança das duas rodas motrizes alcançada na prova de abertura em Vila Velha de Ródão. O evento minhoto decorrerá a 23 e 24 de maio, servindo de antecâmara para a incursão na capital portuguesa, onde a determinação da equipa será novamente posta à prova, agora em pisos de asfalto.

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