A RTP Açores faz um post no Facebook em que escreve, lançando uma peça sobre (naturalmente) o Azores Rallye: “Após a saída do Europeu, o Azores Rallye pode também ficar de fora do Campeonato de Portugal. O calendário da prova começa a ser definido a partir de segunda-feira e deve ser divulgado no final de novembro.”
O post foi partilhado em vários sítios, e os comentários vão desde a “guerra de regiões”, aos insultos ao presidente da FPAK.
Mas afinal o que disse Ni Amorim? No essencial que interessa para a questão, disse: “não posso garantir que faça parte, ou não faça parte, do Campeonato”, quando questionado pelo jornalista, que no lançamento da peça diz o mesmo: “pode ou não…”
Ni Amorim continua: “temos que ver quais as provas que estão em melhores condições de integrar o CPR, ninguém tem lugar garantido”
Ou seja. A RTP Açores fez um post: “o Azores Rallye pode também ficar de fora do Campeonato de Portugal”
Se fosse a RTP1 poderia fazer: “o Rali de Portugal pode ficar de fora do Campeonato de Portugal”, face às palavras do presidente da federação o AutoSport escreveria: “o calendário do CPR 2023 vai ser discutido na próxima segunda feira, numa reunião que a federação irá ter com…”, etc, etc.
Ou seja: o que foi dito por Ni Amorim é que o calendário vai ser discutido, não que aquela, ou outra prova pode ou não ficar no calendário, mas TODAS! “O calendário da prova começa a ser definido a partir de segunda-feira e deve ser divulgado no final de novembro.”
Resumindo, todos podem ficar, todas podem sair, mas como a RTP Açores escolheu escreveu que o Azores Rallye pode sair, o que é verdade, os comentários já são o que são.
É assim que funciona a internet hoje.
Poucos leem, poucos interpretam, a maioria antes de comentar, não para um décimo de segundo para pensar…










