Luís Delgado e Paulo Silva participaram no Rali da Água Transfronteiriço – Eurocidade Chaves-Verín com o Alpine A110 Rally GT. Embora o resultado final não tenha sido o ambicionado em termos competitivos, o principal objetivo da dupla era proporcionar um espetáculo ao público, apresentando um veículo vistoso e pouco comum nas estradas portuguesas. Contudo, as condições dos troços, com muita sujidade, acabaram por dificultar a tarefa.
Experiência prioritária no Rali da Água
Luís Delgado fez um balanço positivo da participação, encarando-a como uma “experiência” com o Alpine A110 Rally GT. A escolha do carro foi motivada pelo seu aspeto marcante, ideal para o público do rali de Chaves. A prova começou com indicações promissoras, com a dupla a registar um bom tempo na classificação geral no troço inaugural: “viemos a este rali mesmo só mesmo para fazer a prova, para para mostrar o carro à cidade e para dar um bocadinho de show”.
No entanto, o segundo troço revelou-se um desafio. Num gancho particularmente sujo, o Alpine A110 Rally GT acabou por ficar imobilizado numa valeta, com uma roda a patinar, impedindo a progressão. Este incidente levou a dupla a não completar o troço e, consequentemente, a falhar a participação no troço 3 – considerado por Delgado como o mais limpo e favorável ao carro – e na super especial, onde se pretendia brindar o público. Apesar dos danos mínimos, a equipa optou por entrar em super rally para continuar na prova, focando-se em mostrar o carro e oferecer momentos de espetáculo, mesmo com a necessidade de redobrar a atenção nos troços sujos.
Análise técnica do Alpine A110 Rally GT
Após um esforço adicional, a dupla conseguiu o sexto tempo geral num dos troços, um resultado considerado positivo por Delgado, dada a falta de quilómetros de adaptação ao carro. O piloto acredita que o Alpine teria um desempenho superior num rali com pisos mais limpos.
Luís Delgado expressou o seu agrado na condução do veículo. Revelou que a potência do Alpine A110 Rally GT não é tão elevada como se especulava, mas elogiou o chassis, considerando-o “bom” para um carro de tração traseira. Os travões foram descritos como “fantásticos”, com um sistema ABS que funciona “na perfeição”. Contudo, o controlo de tração foi apontado como “um bocadinho exagerado”, mesmo na sua configuração mínima, causando “cortes” inesperados. Delgado sugeriu que o carro necessitaria de um setup diferente, com ajustes no diferencial, suspensão ou autoblocante, para se adaptar melhor ao seu estilo de condução e às características dos pisos.
FOTO Facebook Luis Delgado










