Depois da prova madeirense, Pedro Meireles já só precisava de cumprir uns pequenos trâmites regulamentares para confirmar oficialmente o seu primeiro – e único até à data – título de Campeão Nacional de Ralis.
Não podia haver melhor palco como a ilha da Madeira, até pelo significado que tem para Pedro Meireles, com toda a sua beleza exótica e estradas que rapidamente fascinam os pilotos que ali se estreiam ou regressam depois de muito tempo, para ser o palco da decisão do título nacional de ralis de 2014.
Pedro Meireles não terá sido o piloto mais rápido em toda a competição, não tinha o melhor carro, mas foi quem cometeu menos erros e aquele que foi mais inteligente na abordagem da competição, atacando onde podia, resguardando-se onde devia, somando vitórias atrás de vitórias que surpreenderam muita gente, mas só os que não o viram passar na estrada, pois o nível com que se apresentou nessa época foi alto, mostrando uma grande adaptação ao seu fiável Skoda Fabia S2000.
Sabendo que tinha somente de manter o seu Skoda dentro dos limites das difíceis estradas madeirenses, não demorou muito até que a célebre calculadora de Mário Castro, o seu navegador da altura, funcionasse, já que na quarta especial da prova, Ricardo Moura foi protagonista de um aparatoso despiste. Com o açoriano fora de prova, as contas conjugaram-se e a partir daí era uma questão de posição na classificação para que as contas do título batessem certo. No final, Pedro Meireles assegurou a segunda posição da geral no CNR, e pode festejar o título de Campeão.
Já o ‘trio’ José Pedro Fontes, Inês Ponte e o Porsche 997 GT3 Cup colocou a fasquia um pouco acima dos seus adversários para vencer apenas com pouco mais de trinta segundos de avanço, na prova madeirense, quase se pode dizer que não ‘passaram cartão’ à concorrência nacional, tal foi a forma como a vantagem foi crescendo.











