José Pedro Fontes e Ricardo Moura lutaram pelo título do CNR até ao último troço da época de 2015. Num rali emocionante, o açoriano parecia estar em vantagem até ao furo de Pedro Meireles na penúltima classificativa…
Foi um fim-de-semana ‘quente’ no Algarve. José Pedro Fontes e Ricardo Moura digladiavam-se pelo título do Campeonato Nacional de Ralis. Um campeonato onde estes dois pilotos venceram seis das sete provas do CNR antes do Algarve (Pedro Meireles venceu em Mortágua), apesar da consistência de João Barros ter colocado o piloto de Paredes entre os candidatos ao título até ao último terço do ano.
Com Barros ausente no Algarve por motivos profissionais, os outsiders intrometeram-se no duelo entre Fontes e Moura. Desde logo Carlos Vieira, que venceu três dos quatro troços de sábado e que no final de sábado estava na frente da prova… apenas o seu segundo rali de terra. Ricardo Moura, que chegava a esta prova no segundo lugar do campeonato a 8,5 pontos do rival Fontes, era o melhor dos dois candidatos ao título nesta fase, sobretudo depois dos travões do DS3 R5 terem voltado a causar problemas ao líder do campeonato.
Ainda assim, a matemática do campeonato – uma equação entre os pontos da classificação final e das vitórias em especiais – dava vantagem a Fontes no final da primeira etapa algarvia.
Só que Carlos Vieira cometeu um erro (toque) na primeira especial de domingo (PEC5, Ameixial) e com isso Ricardo Moura recuperou o comando da prova, ao mesmo tempo que via Fontes penar o quarto lugar, a mais de um minuto do açoriano. No troço seguinte, Vieira continuou a perder tempo e Fontes subia ao terceiro lugar, atrás do seu companheiro na Sports&You, Pedro Meireles, que se via na posição ingrata de mediar os dois candidatos ao título. Depois de uma ida ao parque de assistência, eis que surge o grande golpe de teatro no Algarve: na PEC7, a segunda passagem por Ameixial, Pedro Meireles afirmou ter sofrido um furo que o obrigou a perder mais de quatro minutos, levando Fontes a subir a um segundo lugar suficiente para assegurar o título.
Logo surgiram dúvidas entre os apoiantes de Ricardo Moura sobre um possível acordo entre os pilotos da Sports&You mas o campeão cessante, Meireles – pouco comunicativo com a imprensa no final da prova –, assegurou em comunicado que sofreu de facto um furo numa das rodas dianteiras na fase inicial da PEC7. Com isto, Fontes limitou-se a levar o DS3 até ao final e, apesar da exibição quase irrepreensível de Moura, fez cheque-mate no xadrez do campeonato. Aliás, o próprio açoriano também se recusou a falar à imprensa no final de um evento onde já tinha discutido o título em 2013, batendo na altura Bernardo Sousa.












