“Gente que não percebe nada de ralis… Rali não é para meninos”. É assim que um ‘adepto’ dos ralis se insurge no nosso site face a mais um aviso da nossa parte, de que qualquer dia as coisas voltam a correr verdadeiramente mal, se nos continuarmos a expor da mesma forma, como muitas vezes foi visto neste Rali Serras de Fafe e Felgueiras.
Era previsível face ao mediatismo do programa a avalanche de público e com ela os problemas. Só houve um, que poderia ter sido grave e não foi, felizmente.
Olhando para trás, são muito menos os casos face ao passado, e isso sucede porque o nosso público habitual dos ralis há muito que se auto corrigiu. Tem consciência do perigo e protege-se.
Mas quando há provas que seduzem gente que é ‘casual’ nos ralis o caldo pode entornar-se facilmente e quem irá sofrer as consequências não são os ‘casuals’, porque esse é para o lado que dormem melhor, mas sim todos os outros.
Este é um caso em que a organização é vítima do próprio sucesso da sua prova, e se calhar não era mal pensado olhar para os locais em que houve problemas e atuar fortemente nessas zonas.
Não entendo, por exemplo, como ainda fica gente junto à estrada após o salto em Montim (basta olhar para a foto que ilustra o artigo).
É verdade que este caso de Sordo em Montim foi algo fortuito porque as pessoas estão em cima do morro, mas era bom que se olhasse para estas questões, pois quase todos os anos há valentes sustos nesta prova. Eu preferia que se prevenisse, pois remediar pode não ser possível, depois…













