CPR, Rali de Castelo Branco: temporada de ralis ganha nova tração…
Após as danças frenéticas dos ralis de terra, onde a Toyota e Kris Meeke ditaram o ritmo com três vitórias em quatro provas, o Campeonato de Ralis vira agora o leme para o tapete negro da velocidade, o asfalto.
Quatro provas de terra marcaram o início de uma temporada dominada pelo piloto da Toyota, cuja perícia e máquina pareceram indissociáveis do triunfo. Contudo, o último rali trouxe os pouco usuais problemas para o líder, e com isso uma vitória inesperada de Pedro Almeida, agitando as águas da competição, e equilibrando um pouco mais o campeonato, fruto desse abandono, do até aí vencedor incontestado.
Kris Meeke, que tem sido um autêntico maestro aos comandos do seu Toyota, tem, no entanto, travado duelos intensos com Dani Sordo, o espanhol da Hyundai, cujos talentos foram repetidamente frustrados por pequenos ou maiores azares e contratempos mecânicos. Sordo, qual Dom Quixote moderno, tem lutado contra moinhos de vento, vendo o seu potencial esmorecer em face da adversidade, mas como sempre na sua carreira, nunca virou a cara à luta. E vai continuar a ‘dá-la’…
Por outro lado, a chama da esperança do surgimento de novos valores reacendeu-se este ano com promissores jovens talentos a juntarem-se à luta com os nossos pilotos veteranos, verdadeiros embaixadores dos ralis portugueses, que continuam a inspirar-nos com a sua paixão e experiência, mesmo se a velocidade dos tempos modernos lhes apresente cada vez mais novos desafios.
Agora, Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, dividindo o volante do segundo Hyundai da Team Hyundai Portugal, trouxeram sangue novo à competição, Henriques, em particular, assombrou o ‘paddock’ com um pódio memorável, sagrando-se o melhor português no Rali do Algarve e provando que a juventude pode, de facto, desafiar a experiência. Sem esquecer, longe disso, Rúben Rodrigues, que menos conhecedor das estradas de Portugal continental está cada vez mais a afirmar-se como um dos mais rápidos portugueses, e claro, Pedro Almeida, que se estreou a vencer no recente Rali de Portugal e chega agora a Castelo Branco de ‘peito cheio’.
Castelo Branco surge agora como um novo campo de batalha. O asfalto, palco de quatro provas bem distintas entre si, promete reacender as rivalidades e testar de novo os limites dos pilotos e máquinas. A expectativa é que Meeke e Sordo retomem a sua luta épica, mas no asfalto, o Hyundai i20 N Rally2 de Sordo poderá finalmente encontrar o seu ritmo, desafiando a supremacia da Toyota GR Yaris Rally2. A ‘guerra’ entre sorrisos e camaradagem está longe de terminar, e o asfalto de Castelo Branco será o primeiro ato de um novo e – espera-se – emocionante capítulo.
Mas o asfalto traz também um novo “baralha e volta a dar” e por isso a prova de Castelo Branco servirá para mostrar como está a correlação de forças no asfalto. Se na frente da competição, sem dúvida, vão manter-se Kris Meeke e Dani Sordo, logo atrás as coisas podem baralhar-se um pouco, pois, por exemplo, José Pedro Fontes e o seu Citroën C3 Rally2 são bem capazes de fazer muito melhor do que os sextos e sétimos lugares que tem vindo a fazer.
Armindo Araújo já provou no passado que a sua competitividade não muda muito da terra para o asfalto e por isso há que continuar a contar com ele nas mesmas lutas, e há ainda Ricardo Teodósio, que mais adaptado ao seu novo Toyota GR Yaris Rally2, pode melhor os quartos e quintos lugares do CPR que tem vindo a fazer.
Deste lote, em condições normais, saem os primeiros classificados, mas há mais gente para baralhar contas, Pedro Almeida, Rúben Rodrigues, vamos ver o que fará Hugo Lopes, Ernesto Cunha também anda bem em asfalto.
Pedro Meireles, como se sabe, não marca presença nesta prova, devido à questão que pode ficar a conhecer AQUI
Certo é que no asfalto os concorrentes nacionais andam um pouquinho mais perto dos ‘mundialistas’. O ano passado Armindo Araújo ganhou três de quatro provas no asfalto, Ricardo Teodósio fez dois segundos lugares, José Pedro Fontes, outros dois segundos lugares, Pedro Almeida, um pódio, o mesmo sucedendo com Ernesto Cunha, portanto, muita coisa pode suceder na fase de asfalto.
Nas duas rodas motrizes, Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) chega a Castelo Branco na liderança do CPR 2RM com um ponto de vantagem face a Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), Sérgio Dias (Peugeot 208 Rally4) e Henrique Moniz (Peugeot 208 Rally4), mas o leque de candidatos à discussão da vitória é bem mais alargado, deixando antever incerteza da primeira à última classificativa. Tal como sucede nos RC2, também nos RC4 será interessante ver como será a correlação de forças.
O Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão marca, ainda, o arranque da edição 2025 do FPAK Júnior Team, cuja principal novidade será a estreia dos Peugeot 208 Racing, o veículo escolhido para ser entregue aos cinco jovens pilotos selecionados, entre mais de seis centenas de candidaturas, pela entidade federativa. Pedro Câmara Jr., António Santinho Mendes, Afonso Santos, Luís Mendes e José Coelho Lima formam o quinteto que disputará os cinco ralis de asfalto daquela competição.
Para além do CPR, CPR 2RM, Portugal Júnior, Portugal Masters, a prova conta ainda para o Campeonato Promo de Ralis e Promo 2RM, 5ª prova do ano, Taça de Clássicos, Taça de Portugal GT, e muito importante, a primeira prova do Clio Trophy Portugal: CLIQUE AQUI para saber mais.
CAMPEONATOS
Absoluto: 1º, Kris Meeke, 81 pontos; 2º, Armindo Araújo, 76; 3º, Dani Sordo, 66; 4º, Ricardo Teodósio, 50; 5º, Pedro Almeida, 37; 5º, Pedro Meireles, 36; 7º, Gonçalo Henriques, 31; 8º, José Pedro Fontes, 29; 9º, Rúben Rodrigues, 18; 10º, Ernesto Cunha, 17; 11º, Diogo Marujo, 114; 12º, Anton Korzun, 10; 13ºs, Guilherme Meireles e Paulo Neto, 7; 15º, Hélder Miranda, 5.
2RM: 1º, Ricardo Sousa, 50 pontos; 2ºs, Guilherme Meireles Sérgio Dias e Henrique Moniz, 49; 5º, Anton Korzun, 35; 6º, Hélder Miranda, 27; 7º, Gil Antunes, 21; 8º, Pedro Silva, 20; 9º, Rafael Cardeira, 18; 10º, Pedro Gastão, 12.
Júnior: 1º, Pedro Gastão, 56 pontos; 2º, Guilherme Meireles, 55; 3º, Danny Carreira, 28; 4º, Rafael Rego, 23; 5º, Eduardo Santos, 17.
PROGRAMA HORÁRIO
SEXTA-FEIRA (13 junho)
Partida (Parque Fechado) 15h00
Assistência (Parque Desportos Motorizados) 15h20/15h35
PEC 1 – Freixial do Campo/Caféde 1 (7,78 km) 16h28
PEC 2 – Barragem (7,80 km) 17h46
PEC 3 – Freixial do Campo/Caféde 2 18h19
Assistência (Parque Desportos Motorizados) 20h00/20h30
PEC 4 – Super-especial Reconquista A (2,50 km) 20h58
PEC 4 – Super-especial Reconquista B (2,50 km) 21h16
Assistência (Parque Desportos Motorizados) 21h41/22h26
Final (Parque Fechado) 22h46
SÁBADO (14 junho)
Partida (Parque Fechado) 08h30
Assistência (Parque Desportos Motorizados) 08h50/09h05
PEC 5 – Vila Velha de Ródão 1 (5,23 km) 10h18
PEC 6 – Fratel (12,68 km) 10h46
Reagrupamento (Portas de Ródão) 11h31/12h00
PEC 7 – Vila Velha de Ródão 2 12h13
Assistência (Parque Desportos Motorizados) 14h20/14h35
PEC 8 – Sarzedas 1 (12,10 km) 15h33
PEC 9 – Sto. André das Tojeiras 1 (13,31 km) 16h36
PEC 10 – Sarzedas 2 17h29
PEC 11 – Sto. André das Tojeiras 2 18h32
Reagrupamento 19h27/20h30
Assistência (Parque Desportos Motorizados) 20h50/21h20
PEC 12 – Castelo Branco – Power Stage (6,56 km) 21h33
Final (Parque Fechado) 21h48


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jose melo
12 Junho, 2025 at 18:34
Tudo muito bonito, mas se efetivamente acontecer a fraude que está em desenvolvimento, palpita-me que vai tudo acabar nos tribunais.