Miguel Correia realizou em 2023 o seu melhor campeonato de sempre, foi vice-campeão, e mesmo sem ter vencido qualquer rali, poderia ter chegado ao título, pois um campeonato é uma maratona e não um sprint e em termos de regularidade ninguém fez melhor, somando mais três pontos que o campeão. Na fase de terra já ‘joga’ de igual para igual com os seus fortes adversários, mas no asfalto ainda precisa de acumular experiência e aumentar a rapidez, mas de tudo o que se passou em 2023, uma coisa é certa: mais ano menos ano será a sua vez, até porque tem por trás uma estrutura, a ARC Sport, que tem tudo o que é preciso para o ajudar a percorrer esse caminho: “A temporada 2023 foi duríssima emocionalmente. Começámos a temporada com o pé direito, superando-nos para terminar um duríssimo Rallye Serras de Fafe na segunda posição, para depois, no Algarve nos batermos de igual para igual com o ‘dono da casa’, sendo superados por pouco, mas assumindo aí a liderança do campeonato! Na Aboboreira as coisas não nos correram como era previsto, mas no Rally de Portugal mostramos novamente a nossa força, sendo segundos, num rali onde tudo fizemos para subir ao degrau mais alto.
Chegado o asfalto, chegaram as dúvidas e os comentários. Fizemos o nosso papel em Castelo Branco, Madeira e Chaves, segurando sempre a liderança do campeonato até à derradeira corrida, da qual saímos com o título de vice campeões, numa das mais equilibradas temporadas de sempre e onde fomos a equipa mais regular e que mais pontos somou ao longo da época”, escreveu nas suas redes sociais o piloto que ao AutoSport disse mais: “Estivemos perto de conquistar o título, sabíamos que ia ser uma luta gigante, quatro pilotos poderiam ser campeões, todos eles já venceram várias vezes este último rali, já foram campeões, portanto eu sabia que iria ser bastante difícil para mim, mas nunca baixámos os braços, fomos à luta, isto era a finalíssima, o máximo que conseguimos foi o vice-campeonato, o Ricardo Teodósio está de parabéns mas eu penso que os quatro estão todos de parabéns, só foi pena não termos chegado os quatro ao fim”, disse Miguel Correia ao AutoSport.









