A exemplo do que sucedeu com o campeonato absoluto, também Daniel Nunes se sagra campeão, no caso, das duas rodas motrizes.
O piloto do Peugeot 208 R2 amarelo ia para o Algarve com 26,61 pontos de avanço para Ricardo Sousa, mas com este cancelamento do Rali do Algarve, as contas ficam fechadas. Retirando o pior resultado a cada um nada muda, pelo que Daniel Nunes recupera o título das duas rodas motrizes que o ano passado foi ganho por Gil Antunes. Segundo título das duas rodas motrizes em três anos, que lhe soube muito bem depois de um ano muito difícil pelo meio: “É verdade. Segundo ano título nas duas rodas motrizes vencedor da classe RC4 e do Challenge R2 & You.
Ganhámos tudo que já havia para ganhar com o Peugeot 208 R2, tem sido um carro incrível, muito fiável e um grande aliado dos bons resultados. Em 2018 tivemos um ano difícil, de grande resultados e fomos campeões.
2019 tinha tudo para ser o ano perfeito com cinco vitórias seguidas mas tive o azar de ter o meu acidente de viação que hipotecou de todo o ano é os títulos que estavam quase garantidos. Hipotecou também a evolução na carreira para um R5 por exemplo, pois já havia parceiros interessados em apoiar-me. Foi tudo por água a baixo.
Em 2020 entrei ainda com grandes mazelas e com o físico a não querer corresponder ao ritmo que vinha das corridas de 2019. Comecei a ficar um pouco triste e sem esperança, e agora posso confessar que no Rali de Fafe, ao almoço na assistência, estive para desistir com falta de ânimo e de coragem estava tudo a correr bem, mas éramos terceiros na altura e já tinha dado um toque. Estava desmoralizado, mas a assistência Inside motor (Joaquim batalha) e a família conversou comigo, e deu-me um voto de confiança e de tarde ganhei a coragem e o ânimo que faltou, e ganhei o rali no último troço, debaixo de um nevoeiro cerrado e de uma chuva torrencial!
Acho que foi a chave de ouro para este ano, um passaporte incrível para voltar a minha coragem e dedicação habitual. Tive este ano de mudar de navegador. O Nuno Mota Ribeiro este ano foi outra chave importante, um rapaz calmo é muito dedicado aos ralis. Foi uma grande aposta que fiz na minha carreira. Já vamos com alguns anos de ralis nacionais e alguns títulos no currículo com 33 anos de idade e com outra maturidade da vida, e com mais consciência do perigo. Acho que está na altura de evoluir na carreira, mas no quê ainda não sei!
A Covid veio estragar tudo, tinha parceiros dispostos a apostar, e nesta altura nem corridas querem ouvir falar. É triste, mas é algo que temos de enfrentar neste momento. Temos algumas ideias e planos na mesa. Vamos sentar-nos, pensar bem nos objetivos, e quem sabe vem aí novidade e tentar títulos noutras categorias”, disse.











