Todos os elementos sem exceção de qualquer equipa de Fórmula 1 passam a vida a ponderar como tornar os seus carros mais rápidos, e para isso escrutinam incessantemente como podem tornar as peças mais leves, mais duráveis, mais eficientes, em resumo, como poderão obter mais performance do carro. Tudo por um propósito simples, ganhar milésimos em pista. E isto é assim em todo o desporto motorizado. Não só, claro.
Isto vem a propósito do que o Clube Automóvel do Centro fez com a sua prova, o Rali de Mortágua. Não se limitaram a traçar no papel o desenho dos troços, mas acrescentaram aqui um dado que devia ser seguido por outras organizações. E para isso fizeram uma coisa muito simples: “Como vamos desenhar um rali mais apelativo e ‘user-friendly’ para os espectadores”. E depois deram a resposta. Dois troços a começar no mesmo sítio, que divergiam. Quem estivesse no primeiro quilómetro, via dois troços ao mesmo tempo. Noutro ponto, um troço que ‘tocava’ noutro. Novamente, os espectadores viam dois troços diferentes, para o qual só precisamente de mexer… os olhos. E ainda tinham o parque de assistência a 100 metros! Claro que nem todas as organizações vão ter essa possibilidade, mas a mensagem que aqui importa não é o detalhe, mas sim o pressuposto. Pensem em formas de ‘ajudar’ mais o público.
Pensem nas provas como um produto que pode ser ‘pensado’ de maneira diferente. Se calhar, há uma maneira muito fácil. Por exemplo, começar uma reunião de preparação para um rali com uma pergunta: “O que é que nós podemos fazer para…”












