Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai I20 N Rally2) venceram o Rali da Água-CIM Alto Tâmega, naquela que é a sua primeira vitória do ano. Finalmente chegaram a um triunfo merecido, numa época marcada por um incrível o rol de azares no seio do Team Hyundai Portugal. Na fase inicial do ano, Fafe e Açores, a ‘descoberta’ do carro em termos de afinações ainda não era a melhor a par de ‘crises’ com a juventude do carro, na Aboboreira as coisas melhoraram, mas ainda não chegava para lutar mais à frente, no Rali de Portugal, um abandono, depois de uma jante partida lhes ter danificado um amortecedor, depois de ter liderado, em Castelo Branco chegou a estar a 2.2s da frente, até ter novo azar, na Madeira, liderava, quando uma roda se soltou, finalmente, em Chaves, lutou até ao fim pelo triunfo e ganhou mesmo: “Alívio! Alívio porque já discutimos tantas vitórias este ano e nunca tínhamos concretizado. Tivemos um ritmo espetacular nas últimas quatro ou cinco provas, sempre que lutava pela vitória alguma acontecia e portanto, o meu sentimento quando cheguei ao final foi de alívio, acima de tudo” começou por dizer, destacando o facto de quase sempre terem estado competitivos durante o ano: “a vitória podia ter surgido muito antes e mais do que uma vez. A época não foi como nós queríamos, mas é sempre bom ganhar.
Em três anos que este rali se realizou, ganhamos por duas vezes e perdemos uma por três segundos, portanto temos sido bastante competitivos aqui. Estamos, obviamente, muito satisfeitos”, disse.
Curiosamente, desta feita inverteram-se os papéis da Madeira: “Na Madeira estávamos na frente e como sabem, tivemos um problema. Aqui estava o José Pedro na frente e teve ele azar, lá tivemos nós. Em Castelo Branco tivemos nós azar que fúramos, isto vai calhando um bocadinho a cada um. Este ano tem calhado mais a nós.
No Rali de Portugal fizemos grande tempo no primeiro troço e depois começámos a ter problemas e desistimos. É acima de tudo, um grande alívio este triunfo” disse Bruno Magalhães, que está contente com o seu Hyundai i20 N Rally2, mas ciente que o trabalho no carro não pára: “Enquanto carro novo, todos os carros precisam de trabalho. É um trabalho que não tem fim, por isso é que se testa tanto, e faz-se quilómetros ao longo dos anos. É claro que o carro tem uma boa base, já fomos competitivos tanto em terra como em asfalto, vencemos ralis em terra e agora, vencemos em asfalto.
Claro que há sempre trabalho a fazer, tanto no Hyundai como em qualquer carro”, concluiu.










