Como está a luta pelo título no Campeonato de Portugal de Ralis?
Nos últimos anos, salvo raras exceções, a luta tem sido intensa no topo da pirâmide do Campeonato de Portugal de Ralis, já que têm existido sempre vários pilotos com capacidade para chegar às vitórias. Este ano não é exceção, voltando a ser muito forte a probabilidade de tudo se resolver somente na última prova o Rali Vidreiro Centro de Portugal.
Neste momento, em condições normais e realistas, podem ser campeões Miguel Correia, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes, Armindo Araújo, Kris Meeke e Bernardo Sousa. Uns mais do que outros, é claro, mas todos eles têm capacidade para lá chegar.
Numa competição mais uma vez com oito provas, para trás já ficaram os ralis de Fafe, Felgueiras, Cabreira e Boticas, Casinos do Algarve, Terras d’Aboboreira e Portugal, que corporizaram a fase de pisos de terra, e, mais recentemente, Castelo Branco, já em asfalto. Por cumprir estão os ralis Vinho da Madeira, Água – Alto Tâmega e Vidreiro Centro de Portugal.
A competição começou por ser comandada por Craig Breen, que se impôs na prova de abertura mas viria a desistir no Algarve. No sul do país ganhou o ‘piloto da casa’ Ricardo Teodósio e em Amarante foi Kris Meeke, a substituir o malogrado Craig Breen no Team Hyundai Portugal, a vencer. O britânico voltou a ganhar em Castelo Branco mas na tirada do WRC corrida no nosso país o melhor foi Armindo Araújo.
Realizando um campeonato bastante regular, Miguel Correia lidera o campeonato depois de ter alcançado três segundos lugares, um quarto e um sexto. Quem o segue mais de perto é Teodósio que, para além do triunfo no Algarve, subiu mais duas vezes ao pódio e foi quarto no último evento disputado. José Pedro Fontes é terceiro com a obtenção consecutiva de posições entre o quarto e o sexto lugar e a subida ao pódio no único rali em asfalto disputado até agora. Armindo Araújo segue na quarta posição numa temporada até agora marcada por um grave acidente na prova de abertura da temporada.
Rali da Madeira muito importante
O Campeonato de Portugal de Ralis tem no Rali Vinho Madeira uma prova de importância capital nas contas do título. Contudo, seja o que for que suceda, nada irá decidir, mas pode afastar definitivamente um ou outro candidato.
Neste momento, com três provas pela frente, Miguel Correi, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes, Armindo Araújo, Kris Meeke e Bernardo Sousa, todos podem ser campeões, matematicamente, até mais, mas com realismo, estes seis pilotos.
Claro que as hipóteses diferem de uns para os outros, mas este Rali da Madeira vai ajudar a definir muita coisa.
Por exemplo, se atribuíssemos os mesmo resultados de Castelo Branco, Kris Meeke seria o campeão, mas como sabemos, dificilmente os resultados se repetirão desta forma, ainda que ser o melhor classificado nas três provas remanescentes seja algo que tem um bom grau de probabilidade. A única coisa que não é tão certa do lado de Kris Meeke é que o carro não tenha qualquer problema nas três provas que faltam.
Se não tiver, é muito forte a possibilidade de ser ele o campeão, embora, como é lógico, tudo dependa das restantes classificações, pois se a probabilidade de Meeke continuar a vencer provas é grande, já as posições seguintes deverão ser bastante mais ‘anárquicas’. Tal como já se viu em Castelo Branco…
Dizer quem é neste momento é o piloto com mais hipóteses de ser campeão é muito difícil, pois quem está mais na frente da tabela do campeonato não são necessariamente os pilotos que têm maiores probabilidades de andar melhor no asfalto. É por isso que este Rali da Madeira é tão importante, pois é uma prova com o condão de juntar muito mais os candidatos ao título.
Como sempre, o Rali Vinho Madeira encerra várias lutas, a da geral, que inclui quase sempre os melhores madeirenses, o CPR, que tem tido pilotos na luta, mas a última vez que não foram Alexandre Camacho ou Miguel Nunes a vencer foi no já longínquo ano de 2016. Por isso vamos ver o que nos traz este evento quanto ao CPR…

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