Bruno Magalhães e Carlos Magalhães não foram além do quarto lugar, numa prova em que tiveram muitas dificuldades com a falta de tração do Hyundai i20 R5. Com o triunfo de Armindo Araújo, perderam a liderança do campeonato e agora vão para o Algarve atrás do prejuízo: “Sabíamos que este rali ia ser muito difícil, portanto não foi propriamente uma surpresa. De qualquer forma, gostaríamos de ter ficado um lugar mais à frente, mas o Miguel Correia fez um grande rali, deu realmente um grande passo em termos de velocidade” começou por dizer Bruno Magalhães, que explicou o problema do i20 R5: “Nos troços que eram mais rolantes, conseguimos fazer tempos melhores, mas nos troços mais encadeados, em que é preciso tração, simplesmente não a tínhamos, e não conseguimos fazer nada. Tivemos logo essa noção durante o Shakedown onde perdíamos quatro segundos em três quilómetros, ou algo assim, porque era um troço lento, e o carro simplesmente não andava para a frente. Depois no troço grande, foi um desastre, porque o carro simplesmente não tem tração, não gasta pneus atrás, os pneus continuam como sendo novos, não consegue ir buscar aderência e só quando os troços são mais a ‘andar para a frente’, mais rápidos, onde não é necessária tanta tração é que nós conseguimos chegar mais perto.
Agora no Algarve, nós temos sido muito mais competitivos no asfalto do que em terra, sabemos obviamente as razões e nós o ano passado, fizemos um grande Rali do Algarve, fomos para lá discutir o título e ganhámos o rali, fomos muito competitivos e obviamente que neste momento continua tudo em aberto, portanto, digamos que agora estamos um bocadinho no reverso da medalha, estávamos nós à frente, agora ficou o Armindo, mas com o sistema de pontuação que nós temos, com a diferença tão grande que existe entre primeiro e segundo classificado, e com bónus e PowerStage tudo é possível, portanto, vamos para o Algarve para tentar ganhar…”










