No arranque da época 2025, o CPR prometia muito animação. A permanência de Kris Meeke e a chegada de Dani Sordo davam ao campeonato nacional uma aura diferente, com interesse a surgir de dentro e até de fora.
A confirmação de Sordo como piloto oficial da Hyundai e a entrada de Meeke na equipa de fábrica da Toyota colocam o CPR num patamar inédito, não apenas em termos nacionais, mas também no contexto europeu.
Durante anos, falou-se das dificuldades do motorsport português, especialmente no que toca a patrocínios e apoios financeiros. Mas, depois do investimento forte da Toyota, que abraçou as principais modalidades de competição em Portugal – Ralis, Todo-o-Terreno e Velocidade – a Hyundai respondeu da mesma forma, trazendo um nome consagrado como Sordo. Este tipo de movimentos transforma radicalmente o panorama do CPR: eleva a visibilidade mediática, atrai novos patrocinadores e cria um contexto em que todos os pilotos, mesmo aqueles sem hipóteses de lutar pelos lugares cimeiros, saem beneficiados.
A simples presença de estrelas internacionais gerou credibilidade e projetou a competição para fora de portas, despertando maior interesse do público e da comunicação social. O final apóteótico da temporada foi prova disso, sendo notíciada um pouco por todo o mundo. Além disso, permitiu aos pilotos nacionais medir forças com adversários que conhecem bem a exigência do Mundial de Ralis, algo que contribuiu para o crescimento técnico e competitivo dos nossos representantes.








