Já algo corria no ar em Chaves, inicialmente em surdina, mas Aloísio Monteiro, líder da The Racing Factory, acabou por expressar publicamente o que lhe vai na alma relativamente a coisas que se passaram em Chaves, na penúltima prova do CPR. Como todos sabemos, Armindo Araújo e Luís Ramalho, campeões nacionais em título, lutaram até ao último metro pelo triunfo na prova, garantindo o 2º lugar, e vão para a Marinha Grande como um dos fortes candidatos a ser campeões.
De acordo com um comunicado da The Racing Factory, Aloísio Monteiro mostra bem a sua indignação quanto ao que se passou. No texto da equipa lê-se: “Ao ataque desde o quilómetro inicial, Armindo Araújo assumiu-se como o primeiro líder do rali e transformou-se num dos dois protagonistas de um duelo incessante pela vitória, com a diferença entre ele e Kris Meeke a nunca ser superior a 7,8 segundos e a liderança a mudar de dono cinco vezes ao longo das 10 classificativas da prova.
A atribuição de tempos administrativos na Power Stage, correspondente à segunda passagem por uma especial onde, na passagem inaugural, Armindo Araújo tinha sido mais rápido, bem como a anulação, já depois da prova ter terminado, de um controlo horário onde o seu adversário direto entrou por avanço, a exemplo de outros pilotos, o que, obrigatoriamente e em condições normais de cumprimento escrupuloso do regulamento, o penalizaria fortemente, acabaram por ser fatores que prejudicaram a possibilidade de Armindo Araújo vencer a prova, conseguindo, mesmo assim um excelente 2º lugar, o que coloca a dupla da The Racing Factory com reais possibilidades de ir ao Rali Vidreiro disputar a revalidação do título.”
No final, Aloísio Monteiro, CEO da TRF, acabou mesmo por mostrar tanto a sua satisfação como a indignação pelo que entende não ter sido bem feito pela organização da prova: “Estamos obviamente muito orgulhosos com a demonstração de capacidade e competitividade da nossa equipa e dos nossos pilotos. O Armindo voltou a provar que é um piloto com um ritmo de Mundial e merecia a vitória, sem qualquer dúvida.
Quanto ao Victor Senra, foi um orgulho para a equipa tê-lo connosco e foi um prazer ver como foi capaz de ombrear com os melhores pilotos nacionais, mesmo sem conhecer o carro e o rali.
Mas, não podemos deixar de expressar a nossa indignação com tudo o que sucedeu e com as decisões tomadas que, no nosso entender, falsearam a verdade desportiva e prejudicaram de forma clara o Armindo, o Luís e a nossa equipa.
Tudo tentamos para fazer ver à organização quão errado estava a ser a sua atuação, infelizmente sem sucesso. Resta-nos agora analisar e agir consoante a regulamentação nos permita, junto das autoridades. Mas, aconteça o que acontecer, a verdade desportiva deste campeonato está já em causa!”










