Por Ricardo Araújo
Uma saída de estrada em testes, a cerca de uma semana do Rali Vidreiro – Centro de Portugal, provocou a fratura de duas costelas a Ricardo Teodósio e pôs em causa a participação do piloto do Skoda na prova. Contudo, graças à equipa médica que o assistiu em Leiria e ao trabalho de fisioterapia que se seguiu, o líder do CPR pôde alinhar no rali, demonstrando uma notável resiliência que o levou, inclusive, a terminar a escassos 0,6s da vitória.
Ricardo Miranda, antigo futebolista do Rio Ave na I Liga, foi o fisioterapeuta que acompanhou Ricardo Teodósio a partir de quarta-feira, sendo creditado pelo piloto algarvio como um dos responsáveis pelo importante resultado obtido na Marinha Grande. “O Ricardo (Teodósio) até pode dizer isso, mas o grande segredo foi mesma a força mental que ele demonstrou”, referiu Ricardo Miranda. “Quando fui contactado e me explicaram a situação, pensei imediatamente que seria muito difícil alguém com duas costelas fraturadas conseguir terminar um rali destes, quanto mais lutar pela vitória. No fundo, todo o trabalho que fizemos, desde massagem até exercícios específicos, foi para tentar minimizar o problema, pois sabemos que, por exemplo, quando temos costelas fraturadas do lado esquerdo, a tendência natural do corpo é tentar proteger-se com um maior apoio e tensão do lado direito. No final do dia, no hotel, também tentámos trabalhar na cervical para ver se o Ricardo conseguia descansar o melhor possível. E sempre que ele saía do carro fazíamos esse trabalho para que, quando ele voltasse ao carro, estivesse a pensar o mínimo possível naquela dor. Foi um trabalho físico mas assente, sobretudo, na força mental do Ricardo”, concluiu. Corridas que (também) se ganham fora do carro.









