Ainda hoje na minha arrecadação há dezenas de cassetes VHS ou Beta, já nem sei, de gravações do Rotações. Nesta vida de jornalismo que já leva 20 anos, recordo-me da reverência e admiração para com a personagem do Zé Pinto, quando anualmente o via, especialmente por alturas do Rali de Portugal. Com o passar dos anos, e depois da minha entrada no AutoSport, foram muitas as vezes que falámos, em apresentações, ou eventos, no Carro do Ano, por exemplo, ou a ligar-lhe para lhe pedir histórias dos ralis: “Não me peças para contar a história do Alen, que já a contei mil vezes”. A última vez que falámos foi para me contar histórias do Fifé, que para pedir um bife no Mónaco, saiu-se com “poulet et des pommes frites”.
Admirava-o, pois ao fim ao cabo ele é ‘culpado’ pelo facto de eu, e muitos outros, gostarmos de automóveis e corridas. O Zé Pinto deixou-nos hoje, mas também deixou em muitos de nós esta paixão. Ele já não está, mas connosco ficou algo que teremos para sempre, e por isso só tenho que lhe agradecer. Até sempre, Zé.











