Depois da confirmação da DS no Campeonato Nacional de Ralis e o regresso de uma equipa oficial à mais importante competição de ralis nacional fizemos um périplo pelas principais marcas que já marcaram presença no CNR para a avaliar um possível regresso às competições de estrada.
No caso da Ford, a equipa que é a detentora de recordes de vitórias no CNR (muito à custa das vitórias da equipa privada Diabolique Motorsport nos anos 80) e que abraçou um envolvimento direto e oficial no CNR entre 2001 e 2002 (com o piloto Rui Madeira), a marca oval é uma das poucas que tem um modelo competitivo que facilmente poderia discutir o título do Nacional de Ralis, o Fiesta R5.
Contudo, isso não está nos objetivos da Ford Lusitana, conforme dá conta Anabela Correia, atual Diretora de Comunicação da marca e em 2001 e 2002, diretora desportiva da formação Ford Galp Racing, “É com muito agrado que recebemos a notícia de uma marca que volta a estar presente no CNR depois de alguns anos de afastamento da competição. A Ford – estivessem reunidas todas as condições necessárias, e são várias -, não precisaria desta motivação extra pelo regresso de uma marca a nível oficial, para regressar também ela ao Nacional de Ralis”.
No entender da mesma responsável, “vontade apenas, não chega e, nesta altura, a estratégia da Ford não passa pelo investimento na competição em nenhum escalão na Europa”.
Indo mais ao fundo da questão, Anabela Correia refere quais as principais dificuldades que condicionam um regresso: “a principal dificuldade será sempre a orientação estratégica da marca. A lenta recuperação no mercado não ajuda, mas não é a razão determinante. Há actualmente outras prioridades não só para o mercado nacional, como também a nível europeu que não incluem o investimento na competição como promoção da marca e de um dado modelo da nossa gama”.
Mas a porta não fica totalmente fechada pois como faz questão de referir “o futuro poderá ditar um rumo diferente, mas por agora o rumo é este”.








