Miguel Oliveira voltou a ser vítima de uma queda quando liderava a quarta prova do Campeonato do Mundo de Moto3 no mítico traçado de Le Mans. O piloto português estava no comando da prova com mais de 1,5 segundos de vantagem, numa corrida particularmente complicada devido à chuva, quando se deu a queda. Faltavam apenas nove voltas para o final da corrida quando o sonho da vitória terminou.
Tal como havia mencionado Miguel entrou na prova de forma cautelosa com o único objetivo em mente de terminar a corrida. No arranque não quis correr demasiados riscos e apesar de estar na linha da frente no terceiro lugar, caiu várias posições. Depois, paulatinamente recuperou até chegar ao comando: “Fizemos tudo o que tínhamos planeado. Entrámos na corrida de uma forma muito calma pois as condições atmosféricas estavam muito complicadas. Procurei seguir o grupo da frente sem correr riscos. Depois de assumir o primeiro lugar, fui impondo o meu ritmo sempre de forma cautelosa. Mas a queda veio estragar tudo. Nestas condições quem se conseguisse aguentar em cima da moto ganharia a corrida e foi o que aconteceu. Não posso deixar de pedir desculpas à minha equipa pois não merecíamos este desfecho”, disse o jovem piloto de 17 anos que viu vários adversários abandonarem devido a quedas.
O azar tem perseguido Miguel Oliveira mas o piloto português acredita ser capaz de contrariar essa tendência: “Abandonar três vezes seguidas quando se anda na frente não é animador. Mas a única forma de dar a volta é continuar a trabalhar e a acreditar que mais cedo ou mais tarde os resultados vão passar dos treinos para a corrida”, rematou.
Para Emilio Alzamora, responsável da Estrella Galicia 0,0: “O Miguel esteve sempre em plano de destaque mas na corrida, sabíamos que seria uma lotaria. Impôs um ritmo forte e consistente mas o mínimo erro nestas condições pagasse caro”.










