Terminaram em Valência os três primeiros dias de testes oficiais que pilotos e equipas do Mundial de Moto3 realizaram com Miguel Oliveira a levar a sua Suter da Mahindra Racing ao décimo posto da tabela de tempos combinada ao registar uma marca de 1m40,526s, o que o deixou a 1,2s do mais rápido, que foi, a exemplo dos dois primeiros dias, o espanhol Maverick Viñales.
Miguel Oliveira progrediu de forma muito significativa ao longo dos três dias
para terminar o trabalho com um registo de 0,6s abaixo da pole position do ano
passado. Com todo o programa de trabalho previsto para o teste cumprido, o piloto português está já de olhos postos no próximo ensaio dentro de uma semana na pista de Jerez, onde espera ver já aplicadas várias das coisas estudadas nestes três dias em Valência e, acima de tudo, avaliar a moto num traçado diferente.
“As condições de pista hoje apresentaram-se muito constantes em termos de
vento e temperatura do asfalto, o que nos permitiu fazer um bom trabalho e
avaliar até que ponto as alterações levadas a cabo na moto representaram, ou
não, melhorias,” começou por adiantar Miguel Oliveira.
“Comprovámos que o motor não tem problemas, que o objectivo para este teste.
Além disso, também deu para vez que já estamos melhor que no ano passado,”
confessou o jovem português ciente da oposição que tem pela frente e das potencialidades da Suter da Mahindra Racing. “A KTM é a marca de referência em termos de potência e velocidade, mas pelo que já vi não estamos tão longe como no ano passado. Além disso, o nosso motor ainda está a dar os 100%; andámos a meio gás para não desgastar muito o material, para compreendermos bem as coisas e ver o que podemos fazer de futuro nessa matéria. O motor é novo, temos de trabalhar um pouco todas as áreas, em particular a aceleração. Mas temos um motor muito forte para rodar em regimes elevados, o que é muito positivo e importante, principalmente para traçados com rectas longas, como o Qatar e Sepang,” rematou Miguel Oliveira.











