O futuro das motos da Kawasaki no MotoGP continua incerto, com a marca a adiar um anúncio para os próximos dias e com a Aspar, de Jorge Martinez, a garantir que quer um acordo a longo-prazo para continuar com as máquinas nipónicas naquela competição.
Em declarações ao Gazzetta dello Sport, Jorge Martinez afirmou que o seu objectivo é garantir um acordo a longo-prazo, que comece com três anos, e não um que dure apenas um ou dois. Contudo, neste momento, e à medida que o tempo passa, do lado dos responsáveis japoneses, ainda nada foi dito.
“Ofereci a minha ajuda para encontrar uma solução para a Kawasaki, mas até agora eles não me apresentaram nenhuma proposta concreta”, revelou o responsável, que não se importa de fazer algumas cedências de modo a conseguir o acordo.
“Eu preferia ter dois pilotos mas se tivesse de ser apenas um no primeiro ano, eu aceitaria. O que é claro para mim é que não estou interessado num projecto limitado apenas a este ano: quero um programa para, pelo menos, três anos”, acrescentou.
Em relação ao futuro, Martinez não esmorece com a demora no desenrolar das negociações, confessando-se “optimista, quer sobre esta situação, quer sobre a generalidade da competição”.
“Julgo que dentro de dois ou três anos o MotoGP sairá desta crise ainda mais forte”, concluiu.
A Aspar é uma das equipas de maior sucesso nas 125cc e 250cc, tendo tentado, no decorrer da temporada passada, um acordo com a Kawasaki para fazer correr uma moto privada no MotoGP, acordo esse que não chegou a bom porto.










