A divisão desportiva da HRC parece apostada em regressar à luta pelos títulos no MotoGP. Para isso, a marca japonesa utilizou uma abordagem pouco habitual e contratou três engenheiros italianos para reforçar a estrutura de Pedrosa e Dovizioso. O mais interessante é que esses três novos elementos – Andrea Zugna, Christian Battaglia e Carlo Luzzi – vêm todos da rival Yamaha, onde ajudaram a desenvolver e gerir uma das electrónicas mais eficazes do plantel.
Os pilotos da Honda queixaram-se que a RC212V é uma moto difícil de guiar devido a uma entrega de potência demasiado agressiva. Os responsáveis japoneses parecem ter admitido a falha e apontaram sobretudo ao departamento da electrónica – uma área fundamental nos dias de hoje. Além de Zugna e Battaglia, a Honda recrutou o antigo telemetrista de Jorge Lorenzo, Luzzi, que por sua vez será substituído na Yamaha por Davide Marelli, que trabalhava com Chris Vermeulen na Suzuki.
Anunciada já há algum tempo foi a saída de Peter Benson, o chefe de mecânicos de Dovizioso, cuja vaga poderá ser ocupada pelo actual “crew manager” de Lorenzo, Daniele Romagnoli. Como se vê, as marcas japonesas perceberam que não basta recrutar os melhores pilotos – é preciso ter os melhores técnicos e engenheiros do mercado, independentemente da sua nacionalidade.
Ricardo S. Araújo












