Schumacher não há só um, o Michael e mais nenhum? Não, responde o leitor atento (e por isso leitor do AutoSport) – há o irmão Ralf, o sobrinho David, que compete na F3 e o filho, Mick que deu o salto para a F1 este ano. Mas o sobrenome Schumacher pode ter algum “poder” noutros desportos de velocidade?
O que é que o articulista quer dizer?
Muito simples: andámos por aí a pesquisar e descobrimos pelo menos mais outros três “Schumacher’s” de topo nas suas modalidades – e todos eles elevaram o nome Schumacher a outro patamar. Quer dizer que, nas modalidades onde competiram, foram os melhores. Conquistaram todos eles diversos títulos, ganharam um sem número de corridas, enfim, um desfiar de estatísticas que os colocam ao nível de Michael Schumacher.
William “Billy” Schumacher III, piloto de barcos e o melhor nos Hydroplanes, na categoria “Unlimited”, nos finais da década de 60. Lawrence “Larry” Schumacher, um simpático “Avô Cantigas”, que colecionou títulos na categoria GTS-2 do campeonato IMSA, a partir da década de 80. E Anthony “Tony” Schumacher, o homem de quem se falou nos “dragsters”, campeão na categoria máxima, os “Top Fuel”, entre 1999 e 2014 venceu 8 vezes, seis anos consecutivos (2004-2009).
Olhando para esta montra, será que “basta” um piloto ter o apelido de Schumacher para ser sinónimo de “o melhor”?
Ralf não confirmou esta “regra”. O “mano” Schumacher – embora tivesse talento – não conquistou nenhum título na F1. Em 180 GP, seis vitórias, seis pole positions, 27 pódios e 8 voltas mais rápidas. Em 11 épocas na F1, 3 equipas (Williams, Toyota e Jordan) e só numa conquistou vitórias. Estatísticas muito diferentes do irmão mais velho – 7 vezes Campeão do Mundo e um marco na competição, para além de ídolo de muitos dos pilotos que agora competem no Grande Circo.
Contudo, a “herança” deixada por Michael, pode ser continuada através do seu filho e do sobrinho. Os dois começaram este ano novas etapas, mas especialmente Mick, tem dado nas vistas, isto numa equipa onde é impossível vencer corridas.











