O ano motorizado de 2020 está terminado, 2021 está à porta com o primeiro grande evento do ano, o Dakar, e fazendo um balanço há duas formas de olhar para a questão: copo meio cheio ou meio vazio. É fácil dizermos o que não foi e poderia ter sido, mas para quem viveu por dentro muitos eventos, quer seja de Fórmula 1, Ralis e Velocidade não tenham a mais pequena dúvida que tem de ser visto como copo meio cheio. A dificuldade que foi organizar, participar e trabalhar foi um enorme desafio para todos, mas há uma coisa que tem de ser destacada.
Não me lembro de ver uma competição, como sucedeu este ano com o CPR, em que o consenso fosse tão abrangente, em pela primeira vez em muito tempo todos remaram para o mesmo lado, colocando de parte interesses próprios, pensando muito mais no bem comum. Ora, era assim que devia ser sempre e em todos os quadrantes, pois ao fim ao cabo as diversas ‘bolhas’ competitivas que existem nos desportos motorizados em Portugal, devem sempre pensar no ‘produto’ como um todo e contribuir sempre para que esse bolo seja cada vez mais valorizado, e com isso ganham todos. Cada um puxar para o seu lado quase nunca acaba bem.
Era também importante que a FPAK olhasse para o que sucedeu no TT, e fechasse todos os buracos possíveis e imaginários dos regulamentos das várias competições – aprendendo com o que sucedeu – de modo a evitar que possa suceder no futuro o que sucedeu este ano. Ter sete pilotos a reclamar para si três títulos distintos não é normal.












