Fez uma pausa e ingressou no Campeonato CART onde refez a vida e a carreira. Ganhou dois títulos e o coração dos adeptos com algumas corridas espectaculares. Regressou à Fórmula 1 pela mão de Sir Frank Williams, sempre fascinado pelos talentos que despontam do outro lado do Atlântico. Só que a Fórmula 1 como Zanardi a conhecia já tinha desaparecido. O italiano nunca se adaptou à nova realidade, uma realidade onde, por exemplo, os pneus tinham sulcos e era difícil ultrapassar. Regressou aos Estados Unidos em 2001, em má hora. O horrível acidente na oval de Laustizring amputou-lhe as duas pernas. Recuperou de forma incrível, substituiu as pernas por duas próteses e voltou a um Campeonato do Mundo de automobilismo, o WTCC.
Agora Alex Zanardi mostrou que “impossível” é um termo que não faz mesmo parte do seu vocabulário pessoal. Participou numa crono-escalada em bicicletas operadas com as mãos a contar para o campeonato italiano de ciclismo. Naquele percurso de 10 quilómetros em Olgiate Olona estavam os melhores atletas italianos da modalidade… e Zanardi ficou em segundo. Gastou 16m40,06s para completar a prova a uma média de 34,38km/h. A incrível demonstração de força, física e psicológica, já levou a que falasse numa participação nos Jogos Paraolímpicos de Londres, em 2010. Seria um feito impressionante. Mais um.
RSA











