O desporto motorizado continua a mover-se em torno dos amantes, dos fãs, daqueles que não perdem uma prova e podem fazer quilómetros para assistir ao vivo às corridas. Uma das grandes questões é que estes fãs já não são suficientes para manter vivo o desporto motorizado, nas suas várias vertentes. Por razões económicas, principalmente. Aos olhos dos fãs, as corridas são uma paixão, um desporto, quanto que aos olhos de quem adquire os direitos comerciais e promoção dos campeonatos, as corridas são para fazer dinheiro. Nada contra, até porque sem eles não existia a mesma capacidade de realizar corridas, logo não existia competição para os fãs.
Vivemos numa época em que cada promotor, seja de um campeonato mundial ou regional, tenta novas soluções para atrair mais adeptos e com isso patrocínios e investidores. Por exemplo, as corridas sprint na Fórmula 1 ou mudanças regulamentares para atrair marcas.
O que queremos mostrar hoje, é que muitas vezes o “segredo” está em organizar eventos “fora da caixa”, um termo muito em voga. A NASCAR fez isso mesmo este fim de semana, com resultados que podem surpreender.
A NASCAR organiza uma corrida extra campeonato e não pontuável, denominada “Busch Light Clash”, que se realiza desde 1979 no circuito de Daytona, mas este ano foi realizada no estádio Los Angeles Memorial Coliseum, com uma capacidade máxima de 60.000 pessoas (por motivos de segurança). O mais incrível é que, segundo as estimativas da NASCAR, 70% das pessoas presentes nas bancadas do estádio de Los Angeles nunca antes tinham visto uma corrida num circuito. Ainda para mais, na mesma altura em que o campeonato estreia uma nova geração de carros.
Kevin Harvick, piloto da série, afirmou que: “Quando se olha para tudo o que aconteceu, a quantidade de bilhetes e passes dos meios de comunicação e todas as coisas – não se pode estragar tudo neste ponto. Essa é a minha opinião. A corrida nem sequer importa”. E tem razão, esta corrida não importa, mas estão criadas condições para que mais patrocinadores e adeptos se queiram juntar à série, para que as corridas a valer possam reunir melhores condições para se realizarem no futuro.











