Morreu Mário Araújo Cabral, o primeiro português a correr na Fórmula 1. Tinha 86 anos. Nascido no Porto, a 15 de Janeiro de 1934, foi um destacado ginasta, e só uma lesão o afastou dos Jogos Olímpicos de Helsínquia de 1952. Em determinada altura, interessou-se pelo automobilismo, começou por fazer ralis em 1955, rumou às pistas em 1957. Em 1959 estreou-se na Fórmula 1, no Circuito de Monsanto, onde conseguiu um 10º lugar aos comandos de um Cooper T51/Maserati. Disputou mais quatro Grandes Prémios do Mundial de Fórmula 1, Portugal 1960 (Cooper T51/Maserati, abandono, Caixa de velocidades), Alemanha 1963 (Cooper T60/Climax V8, abandonou, Caixa de velocidades), Itália 1963, (Cooper T60 Climax V8, não se qualificou) e finalmente Itália 1964 (ATS DF V8, abandonou, Ignição). Fez também algumas provas extra-campeonato, sendo a sua melhor classificação um quarto lugar, no GP de Pau, em 1961. Em 1965, numa corrida de Fórmula 3, no circuito gaulês de Rouen-les-Essart, sofreu um violento acidente que quase lhe tirou a vida, mas voltou a correr, um ano depois, no Circuito de Montes Claros, em Lisboa, que venceu, ao volante de um Porsche Carrera 6. Manteve-se em atividade até 1974, em carros de Sport e Turismo, e ainda realizou duas provas de Fórmula 2, no Autódromo do Estoril. Teve uma vida muito bem vivida, muitos amigos, em Portugal e no estrangeiro, e era uma delícia ouvi-lo contar histórias. Nos últimos anos, a saúde foi ficando cada vez mais débil, morreu na noite passada. À família e amigos, o AutoSport apresenta as suas mais sinceras condolências.












