Em julho deste ano, Carlos Tavares, CEO da Stellantis deu uma entrevista ao AutoSport em que falou de um tema que os Senhores da FIA e um ou outro Promotor de desporto motorizado parecem ter dificuldades em interiorizar, especialmente os do WRC. Todos sabemos que os custos no desporto motorizado são irrelevantes se o retorno for fantástico, veja-se o caso da F1, os custos são enormes – embora agora bem mais controlados – mas o retorno não leva a que ninguém se queixe.
Já no WRC não é assim mas poucos parecem reparar nisso com evidentes danos à disciplina.
As palavras seguintes que pode ler de Carlos Tavares, são das mais importantes para as pessoas com responsabilidades na FIA e nos Promotores das competições, interiorizar: “Devemos manter os custos sob controlo, para que o retorno seja competitivo”! Foi sobre este mote que o AutoSport teve uma boa conversa com Carlos Tavares (CEO da Stellantis) – sobre vários temas – e não havia mesmo melhor interlocutor para nos explicar o ponto de vista de um gestor quanto ao possível investimento das marcas no desporto motorizado. Com 14 marcas na Stellantis, todas elas com a sua identidade única (Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, RAM, Vauxhall) quisemos perceber melhor qual é o fator mais importante que determina a ida ou não de uma marca para o desporto motorizado: “O desporto motorizado é uma ferramenta de marketing, tal como a publicidade na TV, revistas, jornais, digital, são ferramentas de marketing o que significa que nós sempre calculamos o retorno do investimento e comparamos o desporto motorizado com a TV, jornais e digital.
Mas sendo verdadeiros apaixonados por desporto motorizado temos de impedir que o ‘motorsport’ tenha períodos de grande inflação, porque quando existe muita inflação, se os custos aumentam, o retorno do investimento baixa e se isso sucede o ‘motorsport’ perde para a TV, jornais, revistas, digital, portanto promover budgets maiores no desporto motorizado é a melhor forma de matar os desportos motorizados pelo que devemos ser razoáveis e lutar para manter os custos sob controlo, para que o retorno do investimento seja competitivo comparado com a TV, jornais, etc. Apoiar orçamentos maiores é matar o desporto motorizado e isso não é do interesse de nenhum de nós”.












