LEMBRA-SE DE PAT MOSS-CARLSSON: ‘Lady racer’ por acaso


Pat Moss foi muito mais que a irmã mais nova de Sir Stirling Moss, sem dúvida o mais conhecido piloto britânico de todos os tempos. Simpática e extrovertida, ficou mais conhecida pela junção de dois apelidos – Moss-Carlsson, fruto do seu casamento com o Erik Carlsson, o “Sueco Voador”, em 1963. Nascida em Thames Ditton, no Surrey, em 1934, no início nada fazia crer que aquela jovem de cabelos curtos se tornasse numa das mais carismáticas condutoras de automóveis de ralis de todos os tempos e, hoje, apesar de tudo, o seu nome pode muito bem colocar-se lado a lado com o de Michele Mouton.

Mas, nos anos 50, a sua carreira desportiva iniciou-se nas corridas de cavalos, tornando-se mesmo membro da equipa nacional britânica de equitação. Começou a correr, em 1953, em corridas de clubes locais e em ralis regionais, muito simplesmente porque era namorada de um tal Ken Gregory, que na altura geria a carreira do seu irmão Stirling. Ficou tão entusiasmada que, no ano seguinte, decidiu comprar um Triumph TR2, procurando correr de forma mais séria. Chegou mesmo a oferecer-se à marca, mas recebeu como resposta um rotundo “não”. Felizmente para si, as suas façanhas não passaram despercebidas e recebeu uma oferta da MG Car Company, para correr com um TF 1500.

Pat Moss foi por cinco vezes coroada Campeã da Europa de Ralis (1958, 1960, 1962, 1964 e 1965). Em 1958, tornou-se piloto oficial da BMC e, nesse ano, terminou em 4º lugar no RAC. Porém, a sua reputação explodiu com uma espantosa vitória, em 1960, no dificílimo Liège-Roma-Liège, que passava por sítios tão exigentes como o velho Nordschleiff e utilizava, como aliás era moda, estradas sempre abertas ao público.

Ainda em 1960, terminou em segundo lugar outra prova então emblemática, a Coupe des Alpes e, em 1961, o RAC. Pilotou carros tão míticos como o Saab 96 (fazendo uma dupla terrível, com o seu futuro marido Erik Carlsson, ambos ao volante do carro que nunca capotava… sem regressar à posição correcta!), o Ford Cortina Lotus, ou o Mini Cooper. Com este pequeno diabrete, venceu o Dutch Tulip Rally, que foi a primeira grande vitória do carro. No Monte Carlo, obteve também excelentes resultados, tendo sido terceira na edição de 1965. Piloto Lancia em 1968 e 1969, retirou-se em 1974.