Como se sabe, a FIA estuda todos os acidentes na Fórmula 1 e no Mundial de Ralis através de uma espécie de ‘caixa negra’ como existe na aviação, que registam os dados mais relevantes, que posteriormente vão ajudar os investigadores a entender o acidente e eventualmente a atuar de modo a precaver outro que seja igual ou semelhante.
Tendo em conta que são sistemas caros, não é possível tê-los noutras categorias do desporto automóvel, mas isso pode estar prestes a mudar. Até aqui menos de 1% dos carros de corrida a nível mundial têm instalado o sistema, o que significa que 99% por cento dos acidentes fatais no desporto motorizado a nível amador não contêm qualquer forma de registo de dados de acidentes, o que faz com que seja muito difícil obter uma compreensão detalhada da sequência do acidente e aprender com isso. Contudo, o Fundo de Inovação da FIA tem vindo a trabalhar num ADR de baixo custo e isso vai tornar o desporto motorizado mais seguro para todos os concorrentes, independentemente do país, categoria ou nível de competição. O dispositivo mede apenas 6 cm e pesa 12 gramas, não possui fios, tem bateria interna e sincroniza com uma aplicação smartphone via Bluetooth para enviar dados. Custa à volta de 30€, grava Dados de Impacto (IDR) pode ser instalado em qualquer automóvel. Agora é esperar que chegue a todos. Recolher a informação, aprender, atuar, prevenir e salvar…










