Numa recente mensagem do presidente da FIA, Jean Todt, às federações nacionais de automobilismo, recordando que os calendários de desportos motorizados terão que ser alterados, esperando poder-se reagendar o maior número possível de corridas/ralis até ao final do ano, destacando que ainda há demasiadas incertezas e insegurança face ao COVID-19, sendo que no fim dessa mensagem refere “para que este acontecimento não seja em vão, aprendamos também com ele: deixemos-nos levar pensar de forma diferente, agir de forma diferente. Imaginemos outra forma alcançar resultados, por exemplo em termos de segurança rodoviária ou de sustentabilidade financeira para os nossos campeonatos, tendo em conta a provável redução dos orçamentos”, frase que toca num ponto muito importante e que merece reflexão. Sendo este – já o é desde que começaram a ser adiadas provas – um ano diferente, porque não seguir a sugestão do presidente e “pensar de forma diferente, agir de forma diferente”.
Isto pode ser feito na F1, no WRC, em qualquer competição, que podem, por exemplo reformular por completo a estrutura dos seus eventos, tornando-os mais baratos para todos. A Fórmula 1 pode fazer tudo em dois dias, ou mesmo em um, o WRC a mesma coisa, ralis de dois dias, muito menos troços, como por exemplo já sucedeu no Rali da Suécia, que foi uma espécie de ‘preparação’ para o que aí vinha.
Já que os orçamentos disponíveis estão prestes a serem reduzidos, porque não fazer exatamente o mesmo quanto aos custos, até onde for realisticamente possível? É melhor ter F1 e ralis mais pequenos ou simplesmente não ter? E com isso teríamos campeonatos.












