A propósito das recentes declarações de Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais quando disse à Rádio Renascença que o Estado (que é o dono através da Parpública) tem deixado de lado o Autódromo do Estoril “a minha perplexidade é que esta é uma demonstração por parte do Governo de que não tem interesse no Autódromo do Estoril”, o edil diz que é preciso investir na pista e que por isso, o circuito do Estoril deveria estar nas mãos da Câmara Municipal de Cascais. Não é essa a questão que queremos debater, mas se essa for a solução, claro que sim, pois o meu interesse é que a pista seja melhor, para que seja aproveitada da melhor forma possível.
Na mesma medida que o AIA tem condições para grandes eventos, e com isso potenciar o Turismo, o Estoril também. Quem lá vai ver o Estoril Classic Week, por exemplo, percebe-o bem, mas se calhar os 50 anos que o Circuito do Estoril vai fazer em 2022 eram uma boa oportunidade para uns ajustes, pois como está hoje em dia impede competições mais relevantes, como foi agora o caso.
Não sei muito bem o que se poderia fazer para alargar o paddock, mas não vejo grande alternativa que não passe por mexer no traçado da pista. Se calhar esta é uma boa oportunidade para alargar a discussão aos nossos leitores, pois felizmente, são muitos, e todos juntos podem lançar boas ideias.
Por isso, e para não estar apenas a pedir ideias, cá vai: Para alargar o paddock faria sentido tornar a curva VIP um ‘gancho’ mais apertado, que permitisse colocar a reta interior mais para o seu lado esquerdo, nem que fosse só 15 metros? Sabemos que existe um forte declive no lado esquerdo, mas será que dava? Sempre eram 15 metros a mais no paddock. Claro que a pista ficaria diferente, mas isso também já aconteceu com a introdução da variante e ‘ocaso’ da curva do Tanque, e o circuito não ‘morreu’ por isso.
Outra hipótese, bem mais cara certamente: Afastar mais a reta da meta, cerca de 20 metros, diminuindo o tamanho da praça da maratona e do estacionamento (reconstruindo novas bancadas, e tudo o resto, boxes, torre, media center, etc, ).
Isto são apenas hipóteses, fazer é fácil quando há dinheiro, falar é fácil (neste caso escrever) quando não se tem de pagar, mas são apenas ideias, porque o que queremos mesmo é que seja possível melhorar o Circuito do Estoril, porque continua a ser extremamente relevante.
Por isso, venham daí as ideias. Se calhar, alguma delas acerta na ‘mouche’…












