Depois de ter ficado a conhecer o plano de contingência que a FPAK preparou, para que o governo e as autoridades de saúde permitam que se façam ouvir os motores em Portugal, devo dizer que todos os envolvidos no desporto têm pela frente um sério desafio para cumprir.
E como os ‘motores’ não são o futebol, em que as cedências são evidentes – vejam como a DGS passou dos “poucos estádios” para “quase todos”, por exemplo – é bom que todos os envolvidos no desporto automóvel, e em especial os adeptos se compenetrem que vai ser tudo muito diferente, à exceção de uma coisa: o espetáculo nos troços, nos setores seletivos ou pistas. Tudo aí será igual, mas cá fora, há imenso novo para lidar.
Por isso, e como acho que todos os que estiverem diretamente envolvidos já se estão a preparar para cumprir escrupulosamente com as medidas que a FPAK há-de divulgar oficialmente, gostava de pedir aos adeptos que ajudem ainda mais o desporto motorizado nesta época diferente de tudo o que conhecíamos. Não me parece que seja difícil, havendo vontade, que as pessoas não se juntem em grupos grandes, esperem pelos locais indicados para assistir aos ralis ou ao TT, Montanha, ou às bancadas que abrirem nos circuitos, quer seja de velocidade ou ralicross, por exemplo. Se os adeptos colocarem stress desnecessário sobre as organizações, só vão estar a contribuir para que possa haver um travão posterior ao arranque. Não há adeptos como os dos ‘motores’. Esta é a oportunidade perfeita para o provarem uma vez mais.











