O desporto automóvel nacional perdeu um dos seus mais dedicados e persistentes cronistas visuais. Armindo Cerqueira faleceu hoje, deixando para trás um vasto legado impresso na memória do desporto motorizado português.
Profissional desde meados da década de 1980, Cerqueira fez da sua câmara uma extensão da própria história do Rali de Portugal, entre muitos outros eventos. Testemunha privilegiada dos dourados e exigentes anos da fotografia analógica — onde o foco manual e o instinto de estar “no sítio certo, à hora certa” imperavam —, eternizou máquinas, pilotos, equipas e a fervorosa proximidade do público nas classificativas.
A sua paixão pelas estradas de terra e alcatrão levou-o a colaborar com publicações de referência como o AutoSport e o jornal Motor, além de dar corpo à agência Foto GTI. Nem mesmo um grave atropelamento durante o shakedown do Rali de Portugal em 2007, o afastou das estradas, aquele que era considerado uma verdadeira memória viva da modalidade.
Nos últimos anos, a vida levou-o a um maior recolhimento, e agora Armindo Cerqueira partiu, deixando a nitidez de um olhar que soube, como poucos, captar a alma e o risco do automobilismo português.
Que descanse em Paz. À família e aos amigos, onde também nos incluímos, o AutoSport apresenta as suas mais sentidas condolências.









Um bom amigo. Lembro-me bem quando começou. Que descanse em paz. Condolências à família.