Quando terminou, o público, alcandorado na parte mais elevada da bancada principal gritou e bateu palmas. Na pista, as “superbikes” já preparavam a primeira das suas duas corridas, mas ninguém, no palanque onde decorria a inauguração, se deu conta.
Era tempo dos abraços, das palavras – de circunstância, é certo, mas vertendo os desejos de todos: que o Autódromo Internacional do Algarve, oficialmente nascido pelas 10h40m do dia 2 de Novembro de 2008, seja um sucesso.
O sonho de um sonhador
Alguém chamou sonhador a Paulo Pinheiro. E não é para menos: em oito meses, colocou de pé uma obra monumental, como é o “Autódromo de Portimão”, como já foi baptizado pelo povo. O sonho tornado ontem realidade. Por isso, a enorme emoção que o assaltou, e que não conseguiu disfarçar: era verdade, a partir de agora, Portugal tem mais um autódromo – e no “seu” Algarve.
“Obra de grande qualidade” – disse Manuel Pinho, ministro da Economia; “Obra a favor do Algarve” – assinalou Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão. “Uma verdadeira oportunidade para podermos voltar a ter a F1 em Portugal” – desejou Carlos Barbosa, presidente do ACP.
Enfim, Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, enfatizou ao AutoSport que, “no momento em que os sinais da crise internacional são evidentes, fica demonstrado que é desta forma, com investimentos para o futuro, que se deve combater a crise. A oferta turística no Algarve vai ser valorizada, como aliás já sucedeu este fim-de-semana, em que a taxa de ocupação foi muito acima da média, para esta altura do ano.”
Seja como for, políticas à parte, “o desporto saiu a ganhar”, como disse Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, precisamente. Em especial, o automobilismo, adiantamos nós. Agora, que venham as provas e o público – que, conforme muito bem disse alguém, perdido na multidão de celebridades e “fatos completos” presentes na cerimónia, “o autódromo já está. É oficial! Existe!” Disso, já não há dúvidas.
Hélio Rodrigues












