“Se eu não tivesse participado, teria ficado em casa a lamentar-me. Por isso, fi-lo e agora estou nesta cama. Mas os ralis não são apenas paixão. São duros e um treino rigoroso para a F1. Tenho uma pilotagem melhor na F1 porque fiz muitos ralis no ano passado. Os ralis ajudam na concentração, em especial uma vez que nao existem mais testes na Fórmula 1. A performance na F1 tem origem em diversos detalhes”, explicou Kubica, abordando a questão da sua recuperação.
“Quero regressar às pistas mais forte do que nunca, porque depois deste tipo de acidentes não somos aquilo que éramos – ficamos melhores. Aconteceu-me em 2007 também, depois do acidente no Canadá. Fiquei de fora por uma corrida e quando voltei estava melhor. Um piloto não é só ‘prego a fundo’ e volante, é mais do que isso. (…) Desde 2007 que estou mais forte mentalmente enquanto piloto. E será o caso novamente, quando estiver a 100 por cento fisicamente. Tenho de regressar este ano”, afirmou.
“Tenho uma vontade imensa de cortar os tempos [de recuperação] através da melhor preparação possível. Nem sei como é um osso, mas uma vez que eles mo estão a arranjar, cabe-me a mim fazê-lo trabalhar da forma que é suposto funcionar”, enfatizou Kubica.
Sobre o acidente que o deixou no hospital e com a sua vida em perigo, o piloto polaco assume que não se recorda de nada: “Lamento o que aconteceu. Não devia ter acontecido. Nem sei o que aconteceu. Nao me lembro de nada do acidente. Acordei no hospital e foi o meu manager, Daniele Morelli, que está aqui desde domingo, que me explicou tudo”.










