Como se sabe, a Bridgestone anunciou que não vai concorrer à posição de fornecedor único de pneus para a F1 aberta para as temporadas de 2011 a 2013, preparando-se para abandonar os Grandes Prémios no final da próxima temporada, numa decisão que deixa a FIA em posição complicada.
Não vai ser nada fácil encontrar um parceiro que tenha tecnologia capaz de fornecer pneus seguros e suficientemente desenvolvidos para a F1, por a situação económica de todo o sector ser bastante negativa.
A Bridgestone foi a única marca a concorrer para ficar com o monopólio do fornecimento de pneus à F1 no triénio 2008-2010, depois da Pirelli ter feito menção de também concorrer. Sem os japoneses na corrida, com a Goodyear e a Michelin nada interessadas em regressarem aos Grandes Prémios como fornecedores únicos e com a Pirelli a já ter descartado a possibilidade de se candidatar, não existem candidatos de primeira linha para ficar com o lugar que a Bridgestone vai deixar vago.
Por isso é de esperar que sejam os fornecedores coreanos, como a Kuhmo, Hankook ou Nexen, a candidatarem-se ao lugar, na primeira das muitas botas que Max Mosley deixou para Jean Todt descalçar agora que é presidente da FIA. As únicas duas outras marcas que poderiam estar interessadas nessa posição são a Continental e a Cooper, mas dada a actual conjuntura económica que atravessam é duvidoso que se lancem para uma aventura dispendiosa e de retorno incerto, pois em situação de monopólio de pneus só se fala destes quando alguma coisa corre mal.











